Istambul

Aya Sofia - Santa Sofia
Aya Sofia – Santa Sofia

Chegamos à Turquia.

Percebemos isso já no aeroporto. Calor de 26 graus (e a gente encapotado de Londres), fila de 40 minutos para passar pela imigração e muitas mulheres de burca. A burca inclui até luvas pretas para cobrir as mãos.  Não para todas. Muitas mulheres de véu, mas nenhuma de saia curta. Isso é comum nas ruas, mas a maioria é turista.

De resto é como se estivéssemos no Brasil: dirigem do lado certo e não preciso ficar olhando para os dois lados. Dirigem iguais brasileiros: agressivamente. Buzinam, aceleram. Pouquíssima gente fala inglês, as informações turísticas não são muito claras e nem o pessoal dos pontos de informação turística entendem inglês bem, a língua é estranha, incompreensível  porque não é fonética (escrevem com um outro alfabeto  e falam de outro jeito completamente diverso) e não é fácil achar uma rua que você não consegue falar o nome.  Imagino como deve ser difícil a vida de turista estrangeiro no Brasil. Como no Brasil são loucos por futebol.  Eles perguntam de onde somos e é só falar Brasil que começa: Alex Santos (joga aqui), Neymar, Roberto Carlos. Na terça foi dia  de jogo de futebol do time local de nome impronunciável  e estava tudo cheio de torcedores gritando e cantando . Quando chegamos ao metro, parecia que ia acontecer um jogo do Curintia.

O povo é cordial, não nos sentimos ameaçados ou hostilizados e nem sem segurança. Tentei aprender falar obrigada (algo como teishkur) e tenho agradado.

A quantidade de gatos nas ruas é impressionante. Parece até que gato aqui é animal sagrado. E vejo gente alimentando os bichinhos.

Nós temos a impressão que estamos na Rua 25 de março o tempo todo. É “lujinha” em cima de “lujinha”, os produtos são lindos, os doces maravilhosos e tão variados que acho que vou engordar.

Como os cardápios são escritos no idioma local, não conseguimos discernir bem o que era essa comida e não queremos comer churrasco grego (será turco?), apelamos para o nosso velho amigo McDonalds. Ainda assim devo dizer que eles são muito higiênicos. Tudo tem luvinha para pegar e tudo com cuidado.

Além dos doces maravilhosos, que o Carlos adora,  eles têm vários costumes diferentes. Nas ruas tem vendedores de suco de romã (são enormes) espremido na hora. Custa 1 lira turca e é lindo mas ácido. Também tem chá para todo lado. Assim como nós tomamos café eles tomam um copinho (lindo) de chá bem doce. Os chás são deliciosos: de romã, maça, flor de jasmim, rosas….

Perdemos o primeiro dia em Istambul procurando hotel porque quando chegamos tivemos que ir para um hostel meia boca, cheio de coreanos. Observem o café da manhã:

No segundo dia fomos visitar a AyaSofya (Santa Sofia) e o Grande Bazaar. A Santa Sofia é linda vocês podem ver as fotos. É uma basílica antiga, construída por Constantino no quarto século. Pagamos 25 TL (liras turcas, US$ 15) para entrar. Enquanto estávamos no Hippodrome (que é onde fica a Santa Sofia e a Mesquita Azul) o Cirque du Soleil estava desfilando fazendo propaganda do Alegria porque eles estão aqui. Também está nas fotos.

O Grand Bazaar é fantástico. É um labirinto de ruas e passagens e é um mercado coberto que vende muitas joias, temperos, tapetes, lenços, louça, couro, chás e roupas. São coisas lindas. Você pode passar horas lá e é grátis para entrar. Os preços são bons (pareiam com os do Brasil), mas é só ver e gostar porque se eu comprar algo terei que deixar algo importante para trás.

A noite fomos encontrar nossa querida amiga turca que conhecemos em Londres quando moramos lá. Ela continua bonita e simpática. Foi extremamente agradável conosco. Levou-nos para conhecer a comida típica num lugar típico e lindo. Acomida é parecida com o que achamos que é comida árabe no Brasil: homos, babaganuche, coalhada, kafta e michui.

No quarto dia fomos fazer um tour. Fomos ao Mercado de Especiarias (Eminonu), fizemos um  passeio de barco no Bosforo (liga a parte europeia de Istambul com sua parte asiática e é o encontro do Mar de Marmara com o Mar Negro) para ver a Europa e a Ásia ao mesmo tempo. Parada para o almoço com comida típica que para nós não foi surpresa: michui de frango com arroz com macarrãozinho. Sobremesa: baclava. Continuamos até o Dolmabahce Palace (casa fantástica do último sultão da Turquia). Vale a visita, bem conservada (a gente tem que entrar com os sapatos dentro de sapatinho cirúrgico) e de um luxo só.  Aprendemos que harem quer dizer proibido. Ou seja, as pessoas proibidas de aparecer para alguém além do sultão. Não consegui ver o preço da atração porque a guia pagou.

Vimos uma mesquita (há tantas) chamada Yeni Mosque que é coberta dos famosos (aqui) azulejos Iznik (lindos e todos azuis) e fomos para o Bazas Egípcio (Mercado das Especiarias) que é parecido com o Grand Bazaar. Tem temperos e o cheiro é maravilhoso. Doces, jóias, etc. Frutas que eu nunca vi mas não consegui fotografar.

Voltando a Istambul

Vinte quatro dias na estrada e retornamos a Istambul. Descobrimos algumas coisas na Turquia: não tem muitos negros, é muito difícil achar pães diferentes. Todos os supermercados tem pão branco de 250 gramas, mas pão preto, croissants, etc. são petiscos mais difíceis. É um país extremamente seguro e tranquilo. O povo é ótimo, mas bastante confuso para explicar as coisas. Ainda não descobrimos se eles não entendem a pergunta ou tem lógica diferente. Também não conseguimos mais nem olhar para o café da manhã com pepino, tomate, azeitonas e ovo e sem leite. Sei que sentirei falta disso na Índia.

Depois de 14 dias passeando pela Turquia voltamos de ônibus para Istambul. Chegamos bem cedo e da rodoviária tem shuttles que leva a gente até o metro ou até a estação de tram. É uma vanzinha que não te trata muito bem mas cumpre o trajeto. Voltamos para o hotel Semih e aí fomos conhecer a famosa praça Taksim e a rua Istiklal (a Oscar Freire de Istambul). Para chegar a praça tivemos que pegar um funicular muito bonitinho. A rua é um encanto do consumo com todas as grifes e lojas famosas além de um bondinho muito charmoso que corre a rua toda.

Depois fomos visitar a Cisterna da Basílica, uma atração que pouca gente vai mas é muito bonita e diferente. Custa US$  5,5 (10 TL). É uma construção colossal de 140m por 70m com 336 colunas. Servia para armazenar 100.000 toneladas de água que serviam ao Castelo Topkaki.e aos outros palácios da região e, é claro, coisa de romanos. A cisterna é escura, úmida e eles colocam música fantasmagórica. A sensação é que você está voltando ao passado. Muito legal.

E tomar sorvete na rua:

Errata:
Descobri que o café da manhã com pepino, ovo e tomate é costume turco mesmo e não para agradar os coreanos.

Coisas estranhas:
Vendem sanguessugas no Mercado de Especiarias. Para fins medicinais.

Sanguessugas medicinais
Sanguessugas medicinais

Perrengues:
Não muitos. No primeiro albergue estávamos entre três mesquitas. Eles rezam 5 vezes por dia e chamam alto para todas as rezas. Inclusive de madrugada. Imagine se alguém consegue dormir com aquele som alto. O maior perrengue foi com os endereços que até agora não deciframos e com a saída para Capadócia. O shuttle que leva grátis até a estação rodoviária vai lotado de gente e malas. Nossas mochilas ficaram amassadas embaixo daquelas malonas dos gringos e chegando na rodoviária foi uma correria.
Em Istambul nós aprendemos a primeira lição que um mochileiro deve saber. Nunca deixe a parte de traz dela (onde estão as alças e presilhas) descobertas se você não está usando. Tirou do corpo, feche tudo. Na confusão entre sair de um ônibus e entrar em outro esquecemos esse detalhe. Quando as alças e as presilhas ficam para fora você corre o risco de perder a mochila porque elas quebraram.

Como estamos viajando dentro de um orçamento, a maior parte da nossa alimentação é comprada no supermercado. Gente, vocês não imaginam o que é fazer compras sem entender uma palavra do que está escrito no produto. Se a marca é conhecida ainda dá para acertar: Filadélfia cream cheese, vanish etc. Agora o que não é conhecido é sempre surpresa. Achamos uma garrafa de plástico, branca na geladeira. Compramos pensando que era leite. Era o iogurte salgado deles. Horrível para café da manhã.

Surpresas boas:
Os remédios são baratos e não tivemos nenhum problema em comprá-los. Comprei sal de fruta e Imosec sem nenhuma restrição. Farmácia (Eczane) tem em todo lugar e são muito atenciosos creio por atenderem muitos turistas.

2 comentários sobre “Istambul

  1. curti😉
    Falei do grupo de viajantes pra uma amiga que, assim como vocês, ama viajar e conhecer pessoas e acho que ela vai se inscrever.. e eu.. acho que vou no embalo dela também😉 depois eu conto.
    DIVIRTAM-SE. beijos

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