Capadócia – o sonho

Goreme - Capadócia
Goreme – Capadócia

Depois de uma viagem de 12 horas em ônibus super confortável, com tv, lanchinhos, rodomoço e estrada ótima igual a Bandeirantes, chegamos a esse lugar maravilhoso bem quando os balões estavam saindo.

E isso é só o começo, tudo do primeiro dia de passeio sozinhos:

No segundo dia fomos fazer uma excursão de dia todo para visitar dois lugares lindos:

Rose Valley – caminhamos 5 km entre formações rochosas tipo canyon, rochas cortadas para fazer criação de pombos, igrejas de idades antigas.

Cidade subterrânea de Kymakli – uma cidade de 8 andares e 2 km2 onde os hititas (4.000 anos antes de Cristo) se escondiam dos inimigos. A cidade tem tudo: cozinha, hall, sala de jantar, dormitórios, dispensa e até ar condicionado a moda antiga. Tudo escavado na rocha porosa da região. É ligada por um túnel de 8 kms a outra cidade subterrânea ainda maior.

Fomos com um grupo de gente muito simpática, dois argentinos (incrível, simpático e argentino na mesma frase) e três espanhóis. Todos nas fotos inclusive a guia e o motorista. O casal argentino Vivian e Enriqueta – ele maestro e arranjador e ela psicóloga – pai de dois filhos lindos e avós de uma menina graciosa – eram muito gente boa, tenho que confessar.

Capadócia é uma região da Turquia que se compõe de várias cidades, vilas e pequenas populações. Nós ficamos hospedados em Goreme, pequena cidade no coração das estranhas formações rochosas.

No voo de balão tivemos a companhia de um casal muito agradável do Canadá: Jasmine e Michel.  Nós estávamos na equipe vermelha e ficamos no mesmo quadradinho do balão. O balão é dividido em oito partes. Quatro partes de duas pessoas e quatro de cinco. Se você gosta de privacidade, corra e pegue uma das partes para dois porque é bem apertadinho. Quando subimos a piloto mostrou que lá embaixo fica um carro soltando fumaça para que ela saiba a direção do vento.

No terceiro dia fomos voar de balão e depois fomos fazer o que eles chamam de roteiro Norte. Junto com um casal espanhol muito simpático, muito viajado e que conheciam até a Globo porque ele é documentarista da TVE espanhola: Carlos e Isabel. Relembramos o pouco de espanhol que a gente pensa que sabe. Fomos ver o museu a céu aberto de Goreme – lugar onde os monges viviam. Muito interessante, como a rocha é porosa eles escavavam as casas, as igrejas, a cozinha, as mesas, tudo. Depois fomos ver as Três Senhoras Lindas e algumas formações rochosas que eles chamam de espirais. Tudo nas fotos.

Nesse tour descobrimos que a palavra turquesa vem do turco. A pedra é muito comum aqui e muito linda. Também aprendemos que o dragão do São Jorge é o símbolo do paganismo e que São Jorge era turco e que todas as igrejas têm o altar orientado para o leste.
Depois foi voltar ao hotel apenas para esperar a saída do ônibus às 22h00min. Enquanto esperávamos estava tendo um show de música. Achei as músicas lindas, mas não sei quem cantava. Os nomes são muito difíceis de compreender.  Também conhecemos um australiano mochileiro, Mike, que nos deu o endereço dele em Brisbane.  Se ele estiver lá quando chegarmos à cidade, vamos visitá-lo.

Coisas diferentes:

Por todos os lados tem plantações de abóboras. Quando vimos essas mulheres descobrimos porque. Eles retiram as sementes, torram e salgam. As abóboras são deixadas de lado. Não servem para nada.

Mulheres turcas retirando as sementes das abóboras
Mulheres turcas retirando as sementes das abóboras

Perrengues:

Compramos o passeio pela Turquia e lá fomos nós para o ônibus. Doze horas de ônibus da Turquia até a Capadócia e eu invento de tomar um balde de chá quente na Starbucks. Para esperar dar a hora. E aí na primeira parada descubro que tem que pagar para usar o banheiro do posto, apenas uma lira turca, mas na pressa quem pegou dinheiro? Acho que o homem ficou com dó de mim e deixou entrar sem pagar. Pior foi chegar ao banheiro, apertada e ter que subir a barra da calça, ajeitar a mochila porque não tinha onde pendurar e acocorar para usar aquelas privadas tipo no chão. Piora, para dar descarga você tem que encher um baldinho de plástico de água e jogar. E quem tem coragem de pegar naquele baldinho?

6 comentários sobre “Capadócia – o sonho

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