Informações práticas – Índia

Considerações sobre a Índia
Se for a sua primeira vez, não se assuste. Realmente a Índia não é para os fracos de coração ou estômago. As cidades são sujas, poluídas e mal cheirosas. Até o terceiro dia toda vez que eu pensava que ia ter que ficar três meses aqui eu perdia o sono. Com o tempo você se acostuma à sujeira e ao caos do trânsito (às buzinas nunca) e começa a aproveitar melhor.
A Índia é muito mais que um choque cultural é uma experiência transformadora sobre todos os conceitos aprendidos ou escutados pela gente e que quebra paradigmas e faz a gente aceitar outras coisas:
– O Brasil não é igual à Índia, sempre ouvi isso. É bem melhor. A Índia está uns 30 anos atrasada em relação a nós quanto ao respeito à ecologia e ao meio ambiente, leis de trânsito, medidas sanitárias e as coisas de convivência.
– As leis de trânsito parecem nulas no país. E as vacas, cabritos e outros animais circulam livremente pelas ruas das cidades menores. Em Mumbai não vi. Em Délhi também não. Nenhuma das cidades que conhecemos até agora tem calçadas (com exceção de Mumbai e Délhi em alguns lugares), o que existe é uma espécie de terra batida, onde as pessoas se espremem e dividem o espaço com veículos e animais. É por isso que eles buzinam o tempo todo para alertar os outros carros, motos, riquixás, bicicletas e gente que querem passar. Jamais tentam atropelar você. Nunca jogam o carro na sua direção. Até agora não vimos nenhum atropelamento pelas cidades.
– O conceito de limpeza e higiene não existe aqui ou é outro tão diferente que ainda não entendemos. Fomos a uma excursão com 32 indianos. Passamos a manhã toda em templos, santuários e museus. Quando chegamos ao restaurante para almoçar apenas duas pessoas foram lavar as mãos: eu e o Carlos. E eles comem com as mãos! Quando víamos os pobres comendo no chão em Mumbai achamos que era problema da pobreza. Não é. Jornal para eles é igual a guardanapo. Usam para tudo com comida.
– Não existe restaurante normal muito limpo. As pessoas que servem estão sempre vestidas como mendigos, sem uniformes, sempre de chinelo de dedo. As toalhas de mesa parecem que não são lavadas há décadas e os cozinheiros é melhor a gente nem olhar. É claro que existem restaurantes de mais alto nível e para turistas e estes tentam ser melhores.
– Não existe lugar sem sujeira, lixo ou entulho. Quando alguém fala que a área é turística é porque os turistas vão e não porque é bonita ou mais limpa. Vi coisas que preferia não ter visto e senti cheiros que preferia não ter sentido nas duas melhores áreas turísticas de Mumbai. Nos hotéis, até os mais caros, a roupa de cama e banho tem sempre umas manchas. Délhi é exceção. Tem áreas turísticas lindíssimas rivalizando com o resto do mundo, calçadas largas e arborizadas.
– Indiano não respeita fila e passa na sua frente na maior cara dura e se ficar na fila fica te encostando e empurrando o tempo todo.
– Indianos não tem noção do espaço pessoal de cada um e estão sempre grudados em você seja em Mumbai seja em Goa (que tem mais espaço). No entanto os homens nunca encostam em mim, fazem o possível para dar um certo espaço mesmo quando o metro está lotado
– Não existe lugar com pouca gente o que existe é lotado ou superlotado afinal a Índia é um país com 1 bilhão e 200 milhões de habitantes. Na Índia você nunca está sozinho, sempre terá alguém por perto.
– Não achamos nenhuma loja para alimentos como um supermercado. O alimento se vende em pequenas lojas e nos mercados ao ar livre. Não achei avícolas ou peixaria. E não existe água mineral. A água que você compra em garrafas é apenas mais tratada e filtrada que as outras. A variedade também não é muito grande. Achamos um supermercado em Délhi no shopping center.
– Na televisão não passam cenas de beijo, amor, violência, palavrões, humilhação. Todos os palavrões são trocados por bip bip e as cenas são cortadas. Às vezes você para até de entender o filme.

Uma vez que você aceita tudo isso e para de julgar e pré-julgar a Índia fica mais fácil e você começa a gostar. Tenha calma e paciência e planeje uma viagem longa para começar a gostar do lugar. O estilo de vida deles é muito diferente de tudo o que vimos. Os sáris e turbantes coloridos, os temperos fortes e deliciosos e a ingenuidade do povo são características marcantes que fazem da Índia um país especial. O povo é sempre correto, sempre te ajuda e adora os turistas. As paisagens são lindas. Nunca me senti ameaçada e nunca percebi maldade em qualquer gesto deles.

Conselhos:
– Não reserve hotéis por mais de dois dias ou se for corajoso não reserve. Reservar é sempre mais caro e o que você vê na internet nunca corresponde a realidade. Palácio, internacional, luxe, deluxe, super deluxe não querem dizer nada na Índia. A oferta de hotéis por toda a Índia é grande mesmo em alta temporada. Assim quando você chega pode procurar um hotel, vir o quarto e negociar o valor. Para nós funcionou. Alguns hotéis davam desconto do preço encontrado pela internet de até 30% e incluíam até algumas mordomias como café da manhã e wi-fi.
– Não confie em nenhuma resenha do TripAdvisor feito por indianos. Como eles não têm noção de limpeza, higiene, banheiros ocidentais, beleza ou comida ocidental não são confiáveis. Tivemos surpresas muito desagradáveis confiando nas resenhas deles.
– Tirando os restaurantes e os mercados que tem preço fixo, todos os outros serviços merecem negociação: compras em barracas de rua, riquixás, táxis.
– Tenha muita atenção em todos os lugares. Muitos indianos começam uma conversação atenciosa com você te explicando coisas ou abençoando você para depois exigir dinheiro.
– Estamos há um mês aqui e não tivemos nenhum problema estomacal muito grave. Não comemos em barracas de rua nem em restaurantes que não conseguimos confiar.
– Só beba água mineral lacrada. Fique atento porque há muita violação de garrafas por alguns ambulantes. Eles colam a tampa na garrafa para parecer nova. Compre em mercados ou no hotel porque os preços variam muito pouco. Carregue sempre uma para as emergências ou compre refrigerante.
– Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente, toalha, as meninas levar absorvente etc.). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada nos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia.
– Toda vez que for viajar para vilas muito pequenas ou pouco turísticas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você pode não encontrar nada disso nas vilas ou faltam algumas coisas. No geral, por todos os lugares que passamos encontramos tudo mas só passamos em lugares turísticos. Falta principalmente coisas de geladeira como manteiga e queijo. Leite às vezes só in natura o que eu não aconselho porque as vacas comem lixo.
– Prepara-te para a comida: Na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentado. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentado e, mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito. Até as coisas que compramos em mercado (tipo Maggi, Nestlé, etc.) eram muito apimentadas, muito mesmo. Se você insistir muito no sem pimenta a comida chegará sem gosto. Quando eles tiram as pimentas não sabem o que  colocar. No entanto, a comida é toda feita na hora e a mão. Nada é processado. Se não fossem as condições sanitárias a Índia seria um lugar maravilhoso para comer porque não é sempre que você pode ter comida feitinha na hora igual em casa. O capricho é total com a confecção.
– Nos produtos industrializados os preços já vem impressos mas em todo o resto pechinche. Somos turistas e então somos uma chance deles ganharem dinheiro. Táxis, riquixás, banquinhas de rua sempre superfaturam os preços. Não pense que está barato e compre. A realidade deles é diferente da nossa.
– Acostume-se com as cusparadas. Indianos cospem o tempo todo. Eles mascam tabaco e soltam aquelas cusparadas vermelhas horríveis. Inclusive nos hotéis (que colocam placas de que cuspir é proibido) você sempre acha manchas das cusparadas. E nas ruas é melhor prestar atenção ou leva banho de cuspe.

Moeda
Rúpias indianas
Nessa data: US$ 1 compra 53 rúpias

Atenção
Por causa dos muitos esquemas para roubar turistas agora os bancos só permitem saques no cartão de débito ou crédito de no máximo 10.000 rúpias o que dificulta muito nossa vida porque isso é US$ 190. A Índia é barata mas como pagamos tarifa por saque fica mais caro.

Eletricidade
220V-230V / 50 Hz
Tomada pinos redondos iguais aos nossos antigos. Bom trazer adaptador para tirar o pino terra. Alguns lugares têm duas entradas redondas uma mais grossa e uma perfeita para a nossa tomada. Mesmo na mais grossa os nossos plugs funcionaram.

Comida
Até agora achamos tudo o mesmo preço do Brasil ou mais barato no supermercado. Na aba Informações / Gastos tem a planilha dos nossos gastos inclusive no supermercado. Nos restaurantes, em geral, comemos por US$ 10 os dois com bebida. Nada muito sofisticado.

Mumbai

Chegada por Mumbai
Chegando pelo Chatrapati Shivaji International Airport que não é muito grande, dirija-se a saída normal. Não atenda ninguém que ofereça nada. Vá direto ao MDTC – Turismo Oficial da Índia se precisar ou até os táxis pre-paid (pré-pagos). Pague o táxi, são os amarelos e pretos. No papel já diz o número do táxi que você deve tomar. No caminho até o táxi não aceite ajuda porque eles te levam até o táxi e querem dinheiro. Chegando ao táxi, entregue o papel para ele que deverá saber onde te levar. São seguros. Se for a sua primeira vez na Índia não estranhe que os carros são velhos e os motoristas mal vestidos. Nós pagamos US$ 9,20 (460 rúpias) até o Traveller´s Inn.

Onde Ficar
Os melhores lugares para ficar são o Fort (Ballard Estate) e Colaba. Não é que sejam melhores que o resto mas é onde estão todas as atrações turísticas, as lojas ocidentais e a estação de trem.

Movimentar-se
Se você quiser e puder e for ficar algum tempo em Mumbai, passe numa livraria e compre o guia EICHER (indicado pelo Lonely Planet e que custa apenas US$ 5 – 250 rúpias) para se virar na cidade. Como o nome das ruas são muito grandes, eles se referem a elas pelas iniciais. Mahatma Ghandi Road é MG Road.

Oficina de Turismo
India Tourism Mumbai – central
Excelente atendimento, todas as informações necessárias. Não deixe de ir
se você tiver tempo. Fica perto da ChurchGate Station (estação de trem / metro) na Maharsi Karve Road, 123 ou MK Road. Eles dão informação da Índia toda, todos os folhetos, todas as informações de Mumbai, mapas, etc. Tudo grátis. E também têm tours conduzidos por eles muito baratinho.

Transporte dentro das cidades
Em Mumbai usamos o trem/metro deles. Custa US$ 0.08 (4 rúpias) em média (eles cobram por trecho) e fora do horário de rush é muito bom. O trem é velho, mas serve. Tem vagões só para mulheres. Na hora de comprar peça ida e volta, você paga o dobro, mas vale até a meia noite do mesmo dia.

Transporte entre cidades
Em Mumbai usamos o trem para ir até Margao / Madgaon em Goa que fica a 650 km de distância. Pagamos US$ 16.22 (811 rúpias) 3AC (ar condicionado com 6 camas no compartimento). É apertado, mas para a viagem de 14 horas foi tranquilo. O trem tem banheiro estilo ocidental e indiano, não tem papel higiênico, mas tem água corrente e sabonete na pia. Não vi servirem refrigerantes ou água, apenas chá e comidas. Aconselho a levar o seu lanche.

Hotel
Traveller´s Inn
http://www.hoteltravellersinn.co.in
26, ADI Marzban path, Behind Cafe Universal, travessa da Mint Road
Ballard Estate, Fort, Mumbai – 400001
Não se espante com a primeira impressão. Esse hotel tem excelente localização, perto de tudo e não é muito diferente de todos os outros que vimos em Mumbai. O staff é amigável, ajudou-nos bastante. Padrões de limpeza da Índia (feche os olhos). Tem wi-fi até o segundo andar ou na entrada grátis.
US$ 27 (1325 rúpias)

Entradas para as atrações
Elephanta´s Island – estando em Mumbai vale a pena a visita
Barco para ir até lá que sai do Gateway of India + Taxas + Entrada – US$ 8.20 (410 rúpias)

Segurança
As ruas são seguras. Andamos tarde da noite em becos que eu não andaria no Brasil por nada. Nunca nos deram informações erradas. A maioria das pessoas fala inglês, mas é muito difícil de entender (eu falo inglês desde os 10 anos), mas mesmo assim fazem o possível para explicar tudo e ficam olhando para ver se você está indo no caminho certo.

Descoberta
Descobrimos uma loja chamada Westside que é de roupas mas tem duas coisas salvadoras: um café e um supermercado (lá no fundo) que tem pão preto e outras coisas ocidentais.
Army & Navy Bldg, 148 M.G. Road, Kala Ghoda
Mumbai – 400001 – Mumbai

Goa
Ficamos em South Goa então minhas maiores experiências são daí. Acredito que o norte seja igual, mas muito mais cheio de gente. Ficamos em Benaulim uma praia larga, plana, com mar calmo e limpo. Se você gostar de andar a pé ou de bicicleta é ótima. Dá para ir andando até Colva (ao norte), Varca e Cavelossim (ao sul). Tem ônibus para Margao e para as outras vilas, tem ATM e tem dois mercados bons, agência de turismo, internet cafés e até sorveterias: Amul e Baskin Robbins que são ótimas. Só sabemos chegar em Goa por Mumbai. Trem da CST (Victoria Station) até Margao / Madgaon Railway Station (leia Mumbai – transporte entre cidades).

Segurança
Quando alugamos as bicicletas para o dia todo, o rapaz não pediu nada, apenas o pagamento adiantado. Não assinamos nada, não deixamos documentos. Na entrega foi igual, ele nem conferiu as bicicletas. Isso diz muito sobre a segurança e confiança. Andamos a noite, com pouca iluminação nas ruas e nas praias sem qualquer problema.

Transporte na cidade e entre as cidades
Existem ônibus locais a US$ 0,10 a 0,14 (5 a 7 rúpias dependendo do destino final)
Aluguel de bicicleta – US$ 1,20 (60 RS) pelo dia todo
Aluguel de moto – US$ 4 (200 RS) pelo dia todo sem combustível. O combustível custa US$ 0,15 (7 rúpias por litro)

Hotel
Vincy Beach Resort em Colva Beach (nossos dois primeiros dias)
Sem café da manhã, sem wi-fi, com piscina, limpo padrão Índia, de frente para a praia. Staff atencioso mas um pouco lento. Um pouco caro para o que é. Cada vez que a gente tomava banho o banheiro inundava.
US$ 34 (1700 rúpias)

Royal Goan Beach Club
Vasvaddo Beach Road, Benaulim, Goa 403716, India
www.royalresorts.com.au/india/royal-goan-beach-club-royal-palms
– 20 minutos da praia
Limpo, organizado, limpam nosso apartamento todo dia, trocam as toalhas e arrumam a cama. Tem quarto, banheiro, cozinha e sala de estar com TV, fogão, coisas de cozinha (panelas, pratos, talheres), chaleira elétrica, piscina com toalhas. Wi-fi pago a parte – US$ 43 por uma semana sem limite.
A 200 metros do Kadar Supermercado, 500 metros da junction (onde param os ônibus locais)
US$ 37 (1650 rúpias)

Vimos também outras faixas de preço
O Palmar mais perto da praia com geladeira, sem água quente, sem TV, sem AC e sem internet por US$ 14 (700 rúpias)

Tansy Cottages
Vasvaddo Beach Road, Benaulim
perto da Kadar SuperMarket – sem internet, com geladeira e TV e sem AC
US$ 16 (800 rúpias)

Loyds Guest House
Vasvaddo Beach Road, Benaulim
Sem internet, mas um apartamento completo com sala de TV, cozinha com todo o equipamento e banheiro com água quente. AC.
US$ 30 (1500 rúpias)

Como chegar
Viemos de trem de Mumbai.  Mandovi Express – 10103. Esse trem sai de Mumbai às 6:55 ou 23:00 que  sai da CST (Victoria Station). Pagamos US$ 16.22 (811 rúpias) 3AC (ar condicionado com 6 camas no compartimento). Leia mais em transporte entre cidades abaixo de Mumbai.

Passeios
Em Colva Beach / Margao / Panaji existem as residências do GDTC (Goa Turism Development Company) que fazem excursões mais baratas pelas redondezas. Fizemos o Norte e o Sul de Goa. Os ônibus não tem ar condicionado e são bem velhinhos. A excursão dura o dia todo. Tem sempre aquelas paradas para compras ou em lugares desinteressantes mas no geral vale a pena. Nas duas que fomos só tinha indianos mas os guias são obrigados a falar inglês. Nós somos contra excursões mas tão baratinho e com chance de conhecer outros lugares sem muito trabalho, lá fomos nós. Excursão dia todo. Vá ou leve biquíni, toalha e chinelo porque na do Sul eles levam para a praia.
Preço: US$ 4 (200 rúpias) apenas o transporte.

Délhi
Capital da Índia.  Ponto de partida para vários outros passeios como Agra (onde fica o Taj Mahal), Varanasi (a cidade mais espiritual da Índia) e o Rajastão (o que há de mais típico na Índia). A cidade é mais limpa, mais espalhada e mais bonita, mas é cheia de malandros porque também é cheia de turistas. Eles começam a conversa assim: De onde você é? Primeira vez na Índia? Diga que não porque se é sua primeira vez você pode ser enganado mais facilmente. Depois perguntam: Quando você chegou? Se você acabou de chegar quer dizer que está com os bolsos forrados de dólares ou euros. Na verdade o melhor é não atender ninguém apenas ignorá-los.

Como chegar
Viemos de Goa pela GoAir por US$ 142 (7120 rúpias) saindo do Dabolim International  (único aeroporto de Goa).

Chegada em Délhi
Chegando pelo  Indira Gandhi  International Airport que não é muito grande, dirija-se a saída normal. Não atenda ninguém que ofereça nada. Tanto no desembarque doméstico quanto no internacional tem as Informações Turísticas  – Turismo Oficial da Índia. Existe nos dois desembarques  os táxis pre-paid (pré-pagos).  Você só deve dizer para que área de Délhi está indo, eles tem uma tabela, você paga e é isso. Se tiver algum pedágio no caminho fica por sua conta também.  No papel já diz o número do táxi que você deve tomar. No caminho até o táxi não aceite ajuda porque eles te levam até o táxi e querem dinheiro. Chegando ao táxi, entregue o papel para ele que deverá saber onde te levar. São seguros e baratos. Pagamos US$ 9,80 (490 rúpias) até Gurgaon que fica 30 minutos do aeroporto.

Movimentar-se
Em Délhi não adianta comprar mapa. No escritório de turismo eles te dão um mapa muito bom.  Mas não adianta comprar porque poucas ruas têm nome ou número. Os endereços são dados pelo prédio. É assim: Scindia House – esse é o nome do prédio. E o número que vem na frente é o da sala. É muito confuso, mas todos te ajudam nas ruas, ninguém mente e ninguém engana.

Oficina de Turismo
Não deixe de ir se você tem tempo.  Não é tão boa quanto a de Mumbai  mas sempre ajuda com as agências de turismo, mapa do metro e pontos turísticos. Eles, iguais em Goa, têm tour pela cidade por US$ (320 rúpias). Não são fantásticas, mas cobrem todos os pontos importantes.
88, Janpath Road
Connaugth Place

Desça no metro Rajiv Chowk, saia pela saída marcada bloco E, caminhe até o bloco F. Quando termina o bloco F, a rua lateral é a Janpath. No caminho não converse com ninguém e não atenda ninguém. Na saída do metro ficam dezenas de homens com celular só esperando para pegar um turista. Se você estiver com um mapa então é presa na certa. Eles começam: What are you looking for? I am not a street person, I just want to help. E aí te pegam e dão algum golpe tipo levar você para a agência de turismo da qual eles são contratados.

Transporte dentro da cidade
Em Délhi usar o metro é sopa no mel. Só é difícil decorar o nome dos lugares. O horário de rush é das 7:00 às 22:30 (quando o metro fecha). As filas são terríveis então não hesite em comprar o bilhete único chamado de Store Card. Custa US$ 1 (50 rúpias)  mas eles te reembolsam esse valor e o que sobrar do que você carregou assim que você entrega o bilhete de volta.  Quando você vai comprar o token (se não tem o cartão) você deve dizer para onde está indo porque você deve pagar por trecho. Isso também complica, melhor tem o Store Card.
O metro chega a quase todos os lugares turísticos, tem um vagão só para as mulheres, tem AC. É cheio mas nunca fui encostada por eles. O respeito é enorme.

Turismo
Além das excursões do Escritório de Turismo da Índia, Délhi tem uma opção muito legal que é o hop on hop off . É um ônibus de turismo, com AC que percorre todos os pontos turísticos da cidade e tem guia que fala ingês. Para quem conhece é um hop on/hop off. Você sobe em um ponto e desce no outro. Fica quanto quer de depois continua no próximo ônibus que passar. Eles passam a cada meia hora.
www.hohodelhi.com
US$ 6 (300 rúpias) para um dia
US$ 10 (500 rúpias) para dois dias

Hotel
Os melhores lugares para ficar são Karol Bagh e Connaught Place. Esse último mais limpo, bonito, perto de algumas atrações turísticas, mas é mais caro.  Karol Bagh é mais povão, mas também tem de tudo e os hotéis são bem mais baratos

Mehar Castle Hotel
http://www.meharcastle.com
15A/9 W.E.A., Karol Bagh
Andando pela Ajmal Khan Road a partir do metro Karol Bach é a segunda rua a esquerda. Fica na primeira esquina.

É um hotel para os locais que vem fazer compras em Karol Bagh (tipo assim uma 25 de Março), tem wi-fi, TV de LCD, água quente no banheiro, frigobar. O staff é amigável e nos ajudou em tudo que precisamos. Para os padrões de limpeza da Índia estava bom. Banheiro pequeno, mas serve. Mas o melhor de tudo é a localização: 2 quarteirões do metro. Como fica no centro é barulhento. Se você não dorme pesado, evite os andares baixos. Se você quiser pagar um pouco mais com um pouco mais de luxo fique no hotel vizinho que é do mesmo dono. (JP Bed & Breakfast – 15A/10, West Extension Area, Karol Bagh, New Delhi, DL 110005, India +91 11 4567 6666)
US$ 24 (1200 rúpias)

Pesquisamos vários outros e esses foram os que mais gostamos:
Hotel Apra International
15ª/57 W.E.A. oposto a Rooak Store lane
Karol Bagh
Hotel novo ou reformado com café da manhã, wi-fi no quarto, AC, água quente, quarto bom e grande com TV LCD. Não lembro se tem frigobar porque vimos vários. 3 quarteirões do metro. Equipe muito atenciosa.
US$ 36 (1800 rúpias)

Hotel Silver Arc
www.hotelsilverarc.com
17ª/6 W.E.A. , Karol Bagh (atrás da estação)
Quarto limpo com frigobar, wi-fi no quarto, AC e TV
US$ 30 (1500 rúpias)

Hotel Rahul Palace
www.hotelrahulpalace.com
5/3 W.E.A., Karol Bagh, também perto do metro.
US$ 36 (1800 rúpias) com wi-fi, TV e café da manhã.

Entradas para as atrações
Red Fort – US$ 5 (250 rúpias) mas vale a visita
Qutub Minar – US$ 5 (250 rúpias) mas vale a visita
Tumba Hunamayn – US$ 5 (250 rúpias) mas vale a visita

Segurança
Igual a Mumbai. Seguro. Mas tem bem mais pedinte, vendedores e malandros.

Ferroviária em Délhi
Descer na estação de metro New Delhi Station, linha amarela, sair para o lado da Main Entrance (entrada principal) também chamada de Paharganj Entrance. Como em Mumbai não conversar com ninguém e nem aceitar ajuda de ninguém. Se você está de frente para a estação, passe o primeiro conjunto de guichês que está a direita, entre na próxima entrada a direita e suba até o primeiro andar onde está escrito International Tourist Bureau. Só lá e apenas lá você pode comprar sua passagem na cota de turista, ter atendimento atencioso e especial. Cota de turista só é vendida para o turista, com apresentação de passaporte e pessoalmente. Não acredite em ninguém que diga que pode comprar para você: é esquema.

Fomos de trem de Délhi para Varanasi
2AC, trem 12402 Magadah Expres saindo às 20:10 e chegando às 07:40 (atrasou 11 horas)
US$ 26 (1285 rúpias)

Trem de Varanasi para Gaya
Sleeper class
123802 Poorva Express saindo às 5:25 e chegando às 9:20 (atrasou três horas)
US$ 3.14 (155 rúpias)

Existe um site na internet que dá as informações do horário dos trens que estão correndo e assim você consegue saber se o seu trem está no horário ou não.
http://www.indianrail.gov.in/

Himachal Pradesh
Estado que faz fronteira com Délhi, Haryana, Punjab e de onde podemos ver as montanhas médias do Himalaia. O melhor dessa região é que vão pouquíssimos turistas estrangeiros então não tem assédio e os preços são os mesmos para indianos e não indianos.
Decidimos fazer uma excursão de 6 noites / 7 dias que fosse para o norte.

Operadora: Southern Travels
www.southerntravelsindia.com
Hotel Southern Building, 18/2 Aya Samaj Road, Karol Bagh
Cumpriram todo o programa, hotéis bons e três refeições incluídas, todas de comida vegetariana. Guia falava inglês médio.
Preço: US$ 248 (12400 rúpias) por pessoa

Kufri (perto de Shimla) – cidade de montanha, vistas magníficas para o Himalaia e poucas coisas para fazer. É destino típico de lua de mel. Daqui você pode ir até Shimla uma graciosa cidade que lembra Monte Verde ou Campos do Jordão.

Hotel
Ras Resort
Quarto grande, vista magnífica, sem aquecimento (no inverno é terrível), sem wi-fi e alguns quartos sem água quente. Só um quarto tinha chuveiro no banheiro e esse banheiro não tinha vidro na janela o que tornava mais frio ainda. Cozinha fraca e meio muquifosa com preços razoáveis. Acesso apenas com condução. Sem TV.
US$ 50 (2500 rúpias)

Entradas
Passeio a cavalo até o alto da montanha
US$ 7.80 (390 rúpias)

Manali – cidade de montanha, menos graciosa que Shimla, mas com muitas oportunidades de esportes radicais: rafting, trekking, paragliding e acesso ao Rothang Pass que leva você até Ladakh e Leh.

Le Grand Hotel
Sem aquecimento, cozinha razoável com sistema buffet com preços idem, TV LCD com canais em inglês, wi-fi só no lobby, água quente no banheiro e chuveiro.
US$ 50 (2500 rúpias)

Entradas
Roupa para a neve necessária por causa da galocha e do frio – US$ 5 (200 rúpias)
Jipe para Rothang Path – US$ 5 (200 rúpias) se em grupo de 8
Tuktuk para a cidade (hotel longe) US$ 2 (100 rupias)

Chandigarh
Pelican Hotel – hotel de nível internacional, aquecimento, limpo, internet cabeada no quarto, TV LCD com canais em inglês, banheiro seco com chuveiro e água quente . Cozinha muito boa com preços razoáveis.
www.hotelpelican.in
US$ 65 (3250 rúpias) – double deluxe

Entradas
Rock Garden – um jardim no estilo de Gaudi. Muito interessante e bonito. Se estiver por lá vale a pena visitar.
US$ .40 (20 rúpias)

Yavindra Gardens – Pinjores (caminho de Chandigarh para Délhi) – dizem que é a jóia dos jardins mongóis. Bonito, veja o blog. Se você estiver passando, vale a visita.
US$ .40 (20 rúpias)

Varanasi
Cidade turística e espiritual. Ficamos no Assi Ghat e no final achamos que foi excelente escolha. Começando por ele dá para andar por todos os ghats, o templo dos macacos fica a 25 minutos de caminhada, o centro velho fica a 30 minutos de caminhada e perto tem tudo: farmácia, vendinhas e dois restaurantes/cafés maravilhosos com comida indiana e ocidental (até muffins) limpos e baratos. Esse é o único ghat que tem dois restaurantes com vista para o Ganges.

Passagem de Délhi para Varanasi
2AC (quatro camas no compartimento que é fechado com uma cortina)
US$ 50 (2500 rúpias)

Hotel
Anami Lodge
Email: anami_lodge@yahoo.com
Guest house no Assi Ghat tocada por uma família. Quarto limpo com banheiro, água quente, gerador (em três dias a força caiu umas 6 vezes), wi-fi no quarto, varanda com vista para o Ganges e o nascer do sol, TV e AC. Dão toalhas mas não papel higiênico (custa US$ 1).
US$ 14 (700 rúpias)

Hotel Nar-Indra
G.T. Road, Pared Kdthi, Cantt
Caso você precise de um hotel perto da estação ferroviária porque as retiring rooms estão sempre cheias) por estar em trânsito esse hotel é razoável. Limpo padrão indiano, sem água quente no banheiro mas em frente a ferroviária. Sair, atravessar a rua e andar uns 100 metros a esquerda. O check-out é 24 horas, ou seja, 24 horas depois que você fez o check-in.
US$ 19.50 (975 rúpias)

Onde comer:
Aum Café – café maravilhoso, um oásis na cidade, ocidental com tudo o que a gente gosta e preços razoáveis.
www.touchoflight.us
US$ 6 (300 rúpias) para café da manhã. Eles também tem comidinhas ótimas.
B1/201 Assi Ghat

OpenHand Café – café ocidental maravilhoso, com expresso, muffins e bolos. Um pouco acima dos preços da Índia mas vale a pena. Também tem refeições leves.
US$ 6 (300 rúpias) por dois cappuccinos e dois muffins

Vaatika – pizzaria e restaurante. Pizza medíocre para os padrões brasileiros mas comível. Ravioli bom e farto e talharim farto e não apimentado. Média de US$ 4 (200 rúpias) por pessoa.
Assi Ghat, de frente para o ghat

Outros gastos:
Riquixá de bicicleta para o centro: US$ 1 (50 rúpias)
Tuk tuk para Sarnath (cidade onde o Buda deu sua primeira palestra) – US$ 6 (300 rúpias) ida e volta com duas horas esperando.
Entrada para o stupa em Sarnath: US$ 2 (100 rúpias) mas não é necessário. Dos templos vizinhos você consegue ver o parque todo e o stupa.
Passeio de barco pelo Ganges: US$ 2 (100 rúpias) por pessoa.
Tuk tuk até a ferroviária de madrugada: US$ 2.4 (120 rúpias)

Gaya e BodhGaya
cidade de 30.000 habitantes, pequena e cheia de guesthouses. Fácil achar hotel, preços variados. Vale a visita durante os meses de dezembro e janeiro quando a cidade fica cheia de budistas e parece um rio vinho. Só orientais, carecas, de roupas de monge.

Hotel
Hotel Jeevak International – wi-fi na recepção, quarto médio, banheiro molhado, água quente pouca (falta muita energia em BodhGaya e isso dificulta ter água quente), TV normal com canais em inglês. Dão toalha e papel higiênico. Limpeza fraca, mas suportável. Leia o perrengue de BodhGaya para mais detalhes do hotel
www.hoteljeevak.com
Perto do Mahabodhi Society
US$ 14 (700 rúpias)

Oficina de Turismo – não encontramos ninguém as duas vezes que procuramos (de manhã e a tarde em dois dias seguidos)

Onde comer:
Mohammad Restaurant – uma tenda armada apenas durante a temporada. Não se impressione com a fachada. Está sempre cheio de monges e turistas ocidentais. Comida farta, porções grandes. Não tivemos problemas estomacais.
US$ 8 (400 rúpias) para dois com brownie de sobremesa e lassi (iogurte batido)

Be Happy Café – um oásis em BodhGaya. Café expresso, granola, café ocidental, pratos leves, serviço excelente, limpo. Um pouco mais caro que o normal mas razoável para a qualidade.
US$ 6 (320 rúpias) – omelete com torradas, chocolate quente, café latte, granola
Perto do templo Vietnamita

Riquixá de Gaya para BodhGaya – US$ 4 (200 rúpias)
Ônibus para Varanasi – US$ 8 (400 rúpias)

Todos os templos são grátis. Conselho: vá de chinelo para entrar com mais rapidez. Tudo fica a distância andável. Existem riquixás de bicicleta baratos para ir para todos os cantos, mas não é necessário.

Transporte para fora
Ônibus de BodhGaya para Varanasi – a estação de ônibus é no centro de BodhGaya e fácil de achar. Na verdade é um conjunto de ônibus e um conjunto de vendinhas. Não se preocupe porque funciona. Compramos adiantado, o ônibus é médio para o conforto, cumpriu o horário e o motorista bom. Deixou-nos na estação de trem de Varanasi como combinado.
Jai—Jagdamba Travels
US$ 8 (400 rúpias)

Khajuraho
Cidade de 15.000 completamente turística muito conhecida pelos templos com figuras do KamaSutra. Primeira cidade com calçada, limpa e sem coco de vaca pelas ruas. Mas como é turística o assédio é maior e os preços também. Todos os hotéis ficam na Jain Temple Road. E os templos importantes também. Os templos do leste são andáveis a partir do hotel.

Hotel
Hotel Zen – hotel tocado por uma família com quartos amplos e banheiro idem. Banheiro quase seco, água quente o dia todo, wi-fi no lobby, tratamento vip: chá, água e frutas de boas vindas, uma refeição grátis. Foram as primeiras toalhas brancas e macias que vimos em toda a Índia, quarto mais limpo que o habitual, TV normal, mas com vários canais em inglês, ambiente agradável , com jardim interno, fonte e vários espaços diferentes.
US$ 20 (1000 rúpias) e US$ 2 (100 rúpias) pelo aquecedor.
www.hotelzenkhajuraho.co.in

Entradas
Entradas para o templo
US$ 5 (250 rúpias) e US$ 2 (100 rúpias) pelo áudio guide

Riquixá da ferroviária para o hotel
US$ 0.60 (30 rúpias)
Contacte Santos – 9893667991 que fala bem inglês e é mais esperto que os outros

Orchha / Jhansi
É uma cidade de 8.000 habitantes com três atrações: um forte com palácios, um templo muito grande e cerca de uns 5 cenotáfios. Todos bonitos e grandes, mas muito mal cuidados e não conservados. Só passe por essa cidade se você tiver muito tempo e disposição. Nós passamos porque era o único modo de chegar a Mumbai uma vez que todos os outros trens estavam lotados. A ferroviária é organizada e tem até lanchonete limpa. A cidade é pequena, faltam recursos e foi a mais suja em 80 dias de Índia. O trem para em Jhansi e aí tem que tomar uma condução.

Hotel
Hotel Orchha Residency – quarto bom, limpo, grande com banheiro molhado e água quente 24 horas. Não tem gerador, TV normal com alguns canais em inglês, wi-fi paga (US$ 1 por dia) e só pega nos quartos do térreo. Restaurante medíocre, mas com preços razoáveis. Staff agradável, mas tome cuidado com valores e preços combinados.
Email: orchharedisendcy1@yahoo.com
Perto Gramin Bank Orchha Distt. Tikamgarh
US$ 15 (750 rúpias)

Oficina de Turismo – não presta para nada. Deram todas as informações erradas e não tinham mapas.

Entradas
Forte – US$ 5 (250 rúpias). Não vale a pena porque o local está muito mal conservado. Por fora dá para ver tudo. O mesmo vale para os cenotáfios.

Passagem de trem de Khajuraho para Jhansi – US$ 26 (1300 rúpias)
Riquixá da Ferroviária de Jhansi para Orchha – US$ 3 (150 rúpias)
Riquixá de Orchha para Jhansi – US$ 4 (200 rúpias)

Bopal
Cidade grande sem grandes interesses. Só passamos porque era o único jeito de chegar a Mumbai. Também vale como um refresco do monte de cidades pequenas da Índia. Aqui tem shopping center enorme com supermercado padrão americano, KFC, McDonald’s, padarias limpas e bonitas e tudo o que é necessário e não tem vacas na rua igual as outras cidades e nem tanto coco de vaca para desviar. A maior atração é Sanchi, ponto de peregrinação budista, e que fica a 50 km de Bopal. A cidade é muito cara, os riquixás cobram os olhos da cara por qualquer corrida e não negociam.

Oficina de Turismo – não encontramos ninguém as duas vezes que procuramos (de manhã e a tarde)

Hotel Ranjeet – devido ao fato de precisarmos ficar próximos à ferroviária e de quase todos os hotéis estarem lotados tivemos que ficar nesse. Como sempre os funcionários são muito simpáticos e prestativos, tudo o que pedimos foi arranjado, o café da manhã era bem razoável. Como eles têm um restaurante bom, o café da amanhã era bom. Não vimos animais rastejantes. Mesmo para os padrões Índia e budget é um hotel sujo. Os cobertores eram envolvidos em uma capa que um dia foi branca e estava na cor da roupa dos moradores de rua. Creio que até agora (80 dias) foi o hotel mais sujo que ficamos. Sem internet, banheiro molhado, água quente disponível apenas das 6 da manhã até às 11h00min. Café da manhã incluído.
www.ranjeethotels.com
US$ 16 (800 rúpias)

Riquixás
Para o lago da cidade – US$ 1.6 (80 rúpias)
Do lago para o shopping – US$ 1.8 (90 rúpias)
Do shopping para a ferroviária – US$ 1.4 (70 rúpias)

Entradas
Museu do Homem (Indira Ghandi Rashtriya Manav SangraHalaya)
– se tiver tempo vale a pena visitar porque é muito organizado, limpo, barato e interessante. É uma visita que é melhor fazer de carro ou riquixá porque o museu é bem grande. É um espaço com todos os tipos de habitação das diversas etnias da Índia. Prepare-se para ficar bastante tempo aqui. Só o museu fechado pode tomar umas duas horas.
US$ 0.20 (10 rúpias)

Alibag
Cidade pequena, na praia, perto de Mumbai (45 minutos de barco a partir do Gateway of India e mais 30 minutos de ônibus). A cidade é igual a todas as outras da Índia: suja, sem calçadas, vacas na rua, trânsito louco. Decidimos ir para Alibag esperar nosso voo para Bangkok já que Mumbai nós conhecemos da primeira vez. A cidade em si é passável o problema é que a praia, além do lixo habitual dos indianos, é usada como banheiro pela favela que fica a beira da praia. Foi a coisa mais nojenta que já vi. Dois km de praia inutilizáveis por ser a latrina do populacho. Usamos a cidade para dormir e fomos de riquixá para praias mais longes e mais limpas.

Hotel
Hotel Heeralaxmi – hotel fantástico para os padrões indianos e budget. Hotel novinho, todo moderno, limpo como poucos, sem nada quebrado. TV LCD com vários canais em inglês, aquecedor no banheiro possibilitando água quente o dia todo. Sem internet. Banheiro molhado e com chuveiro. Pessoal, como em todos os lugares, muito amável e prestativo.
US$ 26.44 (1322 rúpias)

Como chegar
Pegar um catamarã no Gateway of India. Quando você compra a passagem te dá direito a usar o ônibus deles que te leva de Mandwa, o porto, até Alibag.
US$ (135 rúpias) cabine com ar condicionado. Tem também deck superior por 10 rúpias a menos ou inferior por 35 rúpias a menos.

Riquixás para Akshi – US$ 2 (100 rúpias)
Riquixá de Nagaon para Alibag – US$ 3 (150 rúpias)
Essas duas praias ficam ao sul de Alibag e são limpas para os padrões indianos, planas e grandes. Evite finais de semana porque os indianos estarão aos montes.

5 comentários sobre “Informações práticas – Índia

  1. Genial! Obrigada por esse post – estamos em Mumbai há um dia e é isso mesmo: sujeira e gente por todo o lado. Estou esperando chegar no terceiro dia…rs. Boa viagem 🙂

    1. vcteixeira

      Que ótimo que vocês aproveitaram. Espero que já tenha se acostumado. Estamos adorando Delhi. é limpa, tem calçadas, metro para todos os lados. Continuem com sorte e boa viagem.

  2. Maria Luiza Novaes dos Santos

    Muito boas as dicas e informações, mas creio que nunca irei para estes lugares è sempre bom ter noticias de voces. Abraços e continuem fazendo boa viajem!
    .

  3. Anônimo

    O que vc achou do tratatamento que eles dão às mulheres? me parece que a India é o terceiro ou o quarto pior pais para mulheres viverem..

    1. vcteixeira

      Não consegui conversar muito com as mulheres, elas são mais retraídas. Eu sou tratada muito bem mas sou turista e estou acompanhada. O que eu vejo é que elas tem que se cobrir todas, só vão a praia de sari ou de maio parecido com uniforme de academia, não tomam sol na praia e nem na piscina. Vivem para cuidar dos inúmeros filhos. Não vejo cenas de amor ou romantismo entre eles como beijos, abraços ou carinho em público. No particular já não sei. Nos bares, ruas, ônibus vejo muito mais homens que mulheres. No entanto eu vejo muito mais homens cuidando dos filhos, tomando conta e brincando. Eles dão mais atenção e não importa o sexo do filho. Com o tempo poderei contar mais.

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