Jodhpur – a cidade azul

Jaswant Thada  - Memorial para o Marajá Jaswant construído por sua viúva todo em mármore branco.
Jaswant Thada – Memorial para o Marajá Jaswant construído por sua viúva todo em mármore branco.

Saindo de Jaisalmer, do acampamento do safari pegamos mais cinco horas de estrada para chegar até Jodhpur. Aquela estrada de sempre: vacas, cabras, ovelhas, gente, buracos, carros parados na pista e um camelo passeando solto tranquilamente. Também tem tratores, caminhões carregando fardos enormes de gramas e campos lindos de mostarda. A mostarda dá uma florzinha amarela e fica muito bonito.
As vacas quando novas são usadas para tirar leite, depois de velhas ficam largadas nos caminhos e nos lixões comendo lixo. Foi a primeira vez que eu vi vaca comendo papelão. Elas comem o lixo todo.
Muitos sustos e chegamos direto para ver o forte. O forte você vê antes de chegar à cidade. Fica no lugar mais alto e é enorme. Todo marrom puxado para o vinho. A cidade tem cerca de 850 mil habitantes. É grande, espalhada e em alguns lugares até bem ajeitada. É a cidade dos temperos mais famosos e dos tecidos impressos. Nossa passagem por Jodhpur foi rápida, ficamos apenas uma tarde e uma noite. Creio que seria melhor um dia inteiro. A cidade é bonita e interessante com todas aquelas casinhas azuis.
De todos os fortes vistos até agora o Meherangarh Fort foi o mais bonito e melhor conservado e mais caro. O dono dele ainda é o marajá de Jodhpur. Conforme você vai entrando e se aproximando começa a perceber a altura das paredes e o tamanho do lugar. Com o ingresso vem o guia de áudio que é muito bom. O forte segue a linha da montanha de cima você vê toda a cidade e as outras atrações turísticas. Como sempre cobram a câmera então temos poucas fotos, todas tiradas escondido. No Fatehpol Gate ainda é possível ver as marcas de balas de canhão. O forte tem várias áreas abertas e lindas com nomes poéticos: Palácio das Pétalas, Palácio das Flores e Palácio dos Prazeres (que servia justamente para isso).

Marcas das mãos das viúvas do marajá que se jogaram para a morte na sua pira funerária em 1843.
Marcas das mãos das viúvas do marajá que se jogaram para a morte na sua pira funerária em 1843.
Quadra em terracota dentro do Forte. Típico trabalho dessa época e dinastia
Quadra em terracota dentro do Forte. Típico trabalho dessa época e dinastia
Vista de parte do forte, parte da cidade azul e parte do muro que contorna o forte
Vista de parte do forte, parte da cidade azul e parte do muro que contorna o forte

E em seguida essa vista linda em mármore leitoso em meio a um jardim que nós já tínhamos visto lá do forte e que é soberbo. Quando se chega perto a admiração aumenta. Chama-se JASWANT THADA e é um memorial ao Maharaja Jaswant Singh II. Foi construído em 1899 pela viúva dele e tem uma vista fantástica do forte. Dentro tem alguns aposentos esculpidos em mármore. Dele é a foto que abre o post.

Outra vista do Jaswant Thada
Outra vista do Jaswant Thada
Aposento esculpido em mármore
Aposento esculpido em mármore
Jardim do memorial e ao fundo o Forte
Jardim do memorial e ao fundo o Forte

E aí fomos para o hotel. O hotel é sempre uma surpresa e quando chegamos é sempre aterrador. Como os hotéis ficam perto da parte turística e na cidade velha são sempre em lugares estranhos mas quando a gente entra a coisa muda.

Rua do hotel. Essa placa azul é o nosso hotel
Rua do hotel. Essa placa azul é o nosso hotel
Entrada do nosso quarto
Entrada do nosso quarto
Vista do restaurante do hotel
Vista do restaurante do hotel

Todas as cidades até agora seguem um padrão: um forte, vários templos, a cidade velha cercada por muros (inteiros ou caindo) e vários portões que sempre são lindos e servem de entrada para a cidade velha. Do nosso hotel até a Torre do Relógio e o mercado passamos por dois portões lindos (além das vacas, etc.). Fomos bem de manhã para ver se conseguíamos fotografar essa Torre que é um cartão de visita da cidade é que é cercado pelo Sadar Market onde se podem comprar os famosos temperos, artesanatos e até vegetais e frutas. Comprei minha calça de turista lá.

Carlos em frente ao portão do sadar Market com riquixás e gente
Carlos em frente ao portão do sadar Market com riquixás e gente
Torre do Relógio
Torre do Relógio
Torre do Relógio com o Forte ao fundo
Torre do Relógio com o Forte ao fundo

E logo depois do café da manhã, visitar o Palácio Umaid Bhawan também chamado Chittaar Palace. Foi construído em 1929 em pedra rosa e branca e foi desenhado pelos ingleses para o Maharaja Umaid Singh (sempre ele). Foram 3000 trabalhadores e 15 anos para ficar pronto e foi feito para diminuir o desemprego durante uma dura seca. O Marajá já morreu mas seus sucessores ainda moram nele e parte é hotel.

Palácio em vista magnífica
Palácio em vista magnífica

E com saudades nos despedimos de Jodhpur porque foi muito curto e corrido para ir para Ranakpur.

Um comentário sobre “Jodhpur – a cidade azul

  1. Wilde A Campos

    Fantástico! Uma cidade azul é quase inexplicável. Os fortes tb o são, lindos e inexplicáveis. Continuo sempre me perguntando como é possível tantos edifícios lindos e luxuosos em meio a tanta pobreza. Será que os 3000 trabalhadores recebiam algo em troca dos serviços?
    Tb já havia observado e gostado da tua calça indiana, garota. Bjs.

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