Hue – o passado imperial do Vietnã

Minh Mang, o imperador mais famoso e que teve muitas esposas e 78 filhos e 64 filhas
Minh Mang, o imperador mais famoso e que teve muitas esposas e 78 filhos e 64 filhas

De Hoi An, aquela cidade tão bonita, pegamos o ônibus para Hue. Ainda usamos o Open Bus e a viagem foi tranquila, ônibus bom e a paisagem muito bonita. O caminho Hai Van entre Hue e Da Nang (onde fica o aeroporto da região) é um dos caminhos mais bonitos no Vietnã. Vistas espetaculares das montanhas, baias e ilhas. Vale a pena ir de ônibus. Passamos por um túnel de 12 km que fica a 1200 metros acima do nível do mar. Dizem que é o túnel mais moderno do mundo e foi feito com dinheiro japonês. O ônibus parou no centro de Hue, em frente a um hotel e ficamos ali mesmo. Preço bom, hotel razoável. Quando lemos as críticas no Trip Advisor ficamos com medo porque todos reclamavam de golpes no cartão de crédito. Como pagamos em dinheiro nada aconteceu. Mas não ficamos muito tranquilos.
Hue fica a margem do Rio Perfume que de perfume só tem o nome, foi bem destruída durante a Guerra da Indochina e tem a Cidade Imperial que, dizem, lembra a Cidade Imperial da China. que é considerada patrimônio histórico da humanidade. Ainda mantém aquele charme francês. Hue tem orgulho da sua dinastia que durou sete séculos e que viram passar 13 imperadores. A cidade ficou todo esse tempo estabelecida e desenvolvida. Em 1802 ela se tornou capital do Vietnã quando o primeiro rei da dinastia de imperadores Nguyen escolheu a cidade como lugar para a sua Cidade Imperial. Hue foi capital até 1945 quando o imperador abdicou e o governo comunista se estabeleceu em Hanói.
No Vietnã os sobrenomes vem na frente no nome então começamos a reparar que todos chamavam Nguyen. Depois descobrimos que eles têm apenas 769 sobrenomes diferentes e Nguyen é o mais comum deles. Então é o nosso da Silva. O duro é diferenciar as ruas que começam com Nguyen e em todas as cidades. Tem um ponto em que você nem sabe mais onde está e o que vem depois do sobrenome.

São enfeitadas com motivos tradicionais e ricas em detalhes
São enfeitadas com motivos tradicionais e ricas em detalhes

Tirando a cidade imperial existem as tumbas dos imperadores. Dizem que são bonitas, mas não valem a entrada. É o mesmo preço da Cidade Imperial e você paga por cada tumba visitada. Desistimos e fomos procurar outras atrações turísticas. São poucas. Não nos interessamos em fazer o passeio de barco pelo Rio Perfume porque não tem nada diferente para olhar e já fizemos passeios de barco mais interessantes. O rio é poluído e os donos dos barcos não falam inglês suficiente para te contar alguma coisa. Fomos andar pela cidade e conhecer museus, catedral e pagodas. Na verdade a cidade não merece mais que um dia de visita. É um bom lugar para parar no caminho para Hanói. Andamos muito procurando as pagodas do guia, fomos até o mercado (mais do mesmo) tão sem graça que nem tiramos fotos e nem achamos algum lugar interessante para comer.

Como em todas as cidades que passamos vimos o pessoal tirando essas fotos com um casal. Na primeira vez que perguntei se era para revista de moda disseram que sim. Com o tempo descobri que quando eles não entendem algo dizem ya, ya, ya. Esse ya, ya ,ya virou gozação nossa para xiii, ferrou porque a gente acreditava no ya e depois descobria que não tinham entendido nada. Perguntei novamente para uma americana que mora no Vietnã e ela disse que antes de casar os noivos passam dias tirando fotos com várias roupas diferentes e em vários lugares. No dia do casamento projetam no telão para os convidados. Vimos isso em todas as cidades turísticas e em todos os lugares. Sempre roupas bonitas e gente novinha.

E de Hue, ônibus leito para Hanói. Como sempre, fizemos o checkout ao meio dia, deixamos nossa bagagem na recepção e fomos andar mais um pouco. Cada vez que a gente deixa a mala na recepção (eles nem guardam em um lugar fechado e às vezes nem fica alguém olhando) voltamos e elas estão lá ficamos chateados de morar no Brasil onde até cofre de Banco Itaú é assaltado que dirá malas que ficam desprotegidas. Geralmente os hotéis são tocados pela família que mora em um dos aposentos do hotel ou em uma parte então eles se ausentam para comer ou mesmo tomar banho e a portaria fica lá sem ninguém, com o dinheiro na gaveta, os computadores na entrada e nossas malas. E nada acontece. Outro mundo. Sentiremos saudades.

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