Hanói – o caos controlado

A ponte Raio de Sol (The Huc) no lago Hoan Kiem, cartão postal de Hanói
A ponte Raio de Sol (The Huc) no lago Hoan Kiem, cartão postal de Hanói

Depois de uma viagem tranquila, a noite toda, de ônibus a saindo de Hue, onde decidimos não usar mais a passagem do Open Bus para não termos mais perrengue, chegamos de manhã com muito calor em Hanói uma cidade muito mais cheia, confusa e cara para padrões Vietnã. Como sempre, achar um lugar para o Carlos colocar as lentes e procurar hotel. Depois de muito procurar achamos um que nos pareceu muito razoável no preço, na localização e no quarto. Chegando logo de manhã numa cidade confusa como Hanói nos fez detestar a cidade logo na chegada. Até hoje o Carlos diz que o melhor de Hanói é o aeroporto. Ficamos no centro velho onde andar é exaustivo: não tem calçadas porque todas são tomadas ou por motos estacionadas ou por gente sentada em banquinhos comendo, a rua é tomada por motos que buzinam o tempo todo, por turistas perdidos, gente andando e carros. E temos que lembrar que as ruas são estreitas para tudo isso. Quando mudamos para o outro hotel, na volta de Halong Bay, começamos a gostar mais. Primeiro porque dominamos o lugar e depois porque o outro hotel está numa área mais tranquila. No começo também achamos que a cidade estava pronta para deficientes físicos, mas depois percebemos que todas as rampas eram para as motos. Deficiente não tem nenhuma chance por ali além da de ser atropelado por motos e carros. A gente fala do Brasil, vocês não imaginam o que é calçada em Hanói. Passamos cinco noites por aqui porque Hanói é o ponto de partida para Halong Bay e Sapa. Ficamos em três hotéis diferentes nas idas e vindas. Nos acostumamos com a cidade, aprendemos a cruzar as ruas tranquilamente, a ir ao supermercado e a apreciar as belezas e idiossincrasias do lugar. Acordados pelos alto-falantes às 5:30 da manhã todos os dias porque eles dão notícias nos alto falantes espalhados pela cidade para quem não sabe ler, as últimas novidades do dia.
Descobrimos que o trânsito de alguma forma sempre se acerta. Aprendemos a atravessar a rua sem farol e descobrimos que em toda a Ásia ninguém tenta te matar. Por isso que eles sempre mostram o trânsito no Ásia, porque é confuso, cheio, mas tudo se resolve porque ninguém está ali odiando o outro.
Também finalmente compreendemos que a medida de espaço dos asiáticos é minuto. Eles não dizem daqui a 200 metros, dizem que é uns dois minutos de distância.
E nos preparamos para Hong Kong.

O mais típico de Hanói

Na nossa chegada estava tendo uma festa de reinauguração de um templo chinês da rua do hotel. Fomos premiados com essas vistas.

No hotel em Saigon alguém deixou o Guia Ilustrado do Vietnã que nos acompanhou a viagem toda. Com ele fizemos vários passeios a pé pela cidade conhecendo os pontos turísticos. E aí fomos fazer o primeiro passeio que era no Old Quarter (cidade antiga). Antigamente cada rua da cidade velha era dedicada a vender um produto. Por isso as ruas todas tem nome de Hang alguma coisa. Hang quer dizer mercadoria. Então o nome da rua entregava o tipo de mercadoria que era vendida nela.

É claro que os franceses também andaram por aqui e deixaram sua marca na arquitetura colonial admirável e na religião. No outro dia fomos conhecer o lado histórico fora do centro velho.

Depois de tanto passeio histórico fomos nos divertir vendo o ThangLong Water Puppet Theatre. É um teatro de bonecos na água, com música ao vivo e tradução em telões. Os artistas ficam atrás das cortinas, com água até o joelho dentro do tanque de água e manejando os bonecos. É bem turístico e muito bem feito. Adoramos as 8 peças mostrando as lendas e a vida rural do povo. Valeu o espetáculo.

Nossas artes:

Carlos cortando o cabelo no barbeiro de rua. Como sempre um vietnamita bravo.
Carlos cortando o cabelo no barbeiro de rua. Como sempre um vietnamita bravo.

E depois de apreendermos todos os caminhos do Vietnã, todo o jeitinho, o lugar do supermercado, como lidar com tudo é hora de sair. Agora é enfrentar as novidades da próxima parada: Hong Kong.

Perrengue:

E aí achamos o hotel em Hanói chamado Silver Hotel porque estava na rua Hang Bac que é a rua das joias e da prata. O hotel em si era ótimo com todas as coisas que achamos necessário. Depois de 6 meses de estrada já estamos acostumados com muita coisa mas esse hotel superou. Foi uma cama para vários. Acordei a noite e vi os bichinhos andando na cama. Dei uns safanões e consegui matar um. Analisado com luz e óculos de Carlos me pareceu uma pulga. Vamos dizer que uma pulga bem crescidinha. Graças a Deus nunca tive contato com esses insetos sugadores de sangue (além daquele mosquito da dengue) e não consigo reconhecer bem. Como no dia seguinte íamos para Halong Bay não foi possível mudar de hotel e tivemos que dormir com os bichos mais uma noite. O café da manhã também era no hotel. Eu já aprendi a abstrair certas coisas, mas a coleção de baratas que morava perto da torradeira era para assustar até nós que viemos da Índia. Saímos para Halong Bay e não voltamos mais para esse hotel. Parece que não carregamos nenhum animal conosco.

2 comentários sobre “Hanói – o caos controlado

  1. Vic e Carlos, adorei as fotos de Hanoi. Estamos agora no Vietnã e tive a mesma impressão da cidade ao chegar, cheguei a falar pro Ge que se não tivessemos passado pela India eu ia odiar Hanoi de cara. Mas no fim tb descobrimos os encantos dessa cidade cheia de energia. Ficamos muito preocupados com o início da viagem de vcs pelo Vietnã, ainda bem que foi melhorando. Ainda estamos no começo, mas já percebemos que aqui é uma mini-China, com as mesmas grosserias de lá. Espero que estejam curtindo Hong Kong. Beijos e boa sorte

  2. Francisco Carlos dos Santos

    Vânia/Carlos, bom dia (noite, tarde??? sei lá), adorei o nome do papa em vietnamita, não sei porque…
    Bjs
    Xico

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