Hong Kong – a Nova Iorque da Ásia

Foto tirada ao anoitecer do alto do The Peak. O prédio com x de luz é o Banco da China.
Foto tirada ao anoitecer do alto do The Peak. O prédio com x de luz é o Banco da China.

Nossa chegada a Hong Kong já foi uma maravilha. Voo excelente da Dragon Air, aeroporto bonito, enorme e tudo rápido. O papel que você preenche para entrar é carbonado e já serve para a saída. Solução simples e ótima. Em todos os outros países tivemos que preencher para entrar e para sair. Em Hong Kong uma vez só e estava pronto. Chegamos meia noite e depois de tanto tempo viajando sabemos que ir para uma cidade desconhecida e procurar hotel nessa hora é besteira. Como o check out é às 10 da manhã estão todos lotados. Decidimos dormir no aeroporto. Existe um site na internet que ensina como dormir em todos os aeroportos importantes. Deram as dicas e nós seguimos e estavam certos. Achamos o “dormitório” do aeroporto e passamos a noite lá. O Aeroporto é tranquilo, nas cadeiras perto do Starbucks dá para dormir sem ser atrapalhado, as cadeiras são perfeitas. O frio é terrível Os banheiros são limpíssimos e quando você acorda pode tomar café no McDonalds por US$ 3. Perfeito. O melhor hotel de HK. O mais fantástico foi acordar às 5:30 da manhã (quando começa o barulho porque chegam os voos) e ver que todas as nossas coisas ainda estavam lá. Das mochilas de roupa, as de mão até os tênis que tiramos para dormir.

HK é fantástica. Vamos explicar: HK é uma área administrativa especial (SAR) e compõe-se da Ilha de Hong Kong, a península de Kowloon, a ilha de Lantau e mais outras três. Então quando falamos Hong Kong quer dizer toda essa área. Não tem como não se impressionar com a cidade. É grande, limpa, organizada, multicultural, um McDonalds em cada esquina e um Seven Eleven também. O transporte é caro, mas é excelente. Problemas: excesso de gente (é tanta gente que é difícil andar nas calçadas e eles empurram a gente, esbarram muito e jamais pedem desculpas, é uma das áreas mais densamente povoada do mundo), excesso de indianos tentando de vender coisas (geralmente ternos ou cópias de relógios de marcas famosas. Eles infestam a Nathan Road), hotéis com espaço mínimo. A falta de espaço é grande. Até o McDonalds é pequeno e todo mundo compra e leva porque não tem onde sentar.
Nosso albergue / hotel era um espaço de 2 x 3 metros e para um fazer alguma coisa o outro tinha que deitar na cama. Eu vivia deixando a janela aberta porque era claustrofóbico. Banheiro compartilhado. É estranho porque os hotéis ficam em prédios que não são inteiros para o hotel. Eles têm alguns andares ou algumas salas o resto do prédio pode ter de tudo. E não é um, são vários do mesmo jeito. Nós ficamos num hotel limpo, organizado, caro para os padrões da Ásia e nos acostumamos com o espaço exíguo. Veja as Informações Práticas de HK.
Outra coisa chata é a mão inglesa que faz com que cada vez que a gente vá atravessar a rua tenha que olhar para os dois lados para não errar e morrer. Me sentia como juiz de jogo de tênis.

HK é o paraíso do consumidor. Cada saída de metro, cada saída de subway (que aqui é passagem subterrânea) tem um shopping center. Cada shopping mais deslumbrante que o outro e todos cheios das grifes mais chics do mundo. A Oscar Freire junto com o Shopping Iguatemi bateria os dentes de inveja. E os shoppings subterrâneos são monstruosos de enorme.

E ao lado a Melissa. É uma honra.
E ao lado a Melissa. É uma honra.

No Informações Turísticas, maravilhoso, atendimento nota mil, melhor até agora, nos deram informações para tudo mas principalmente um guia com caminhadas para fazer pelas duas ilhas e passar por todos os lugares turísticos. Adoramos e seguimos. Lemos muitos blogs de viajantes e todos disseram que 6 dias em HK seria suficiente. É suficiente para destruir o orçamento, mas não para conhecer tudo. A cidade é um primor e cheia de lugares fantásticos isso sem falar nos shoppings, seis dias é nada. Com apenas isso, programamos nossos dias. Primeiro dia, terça, fizemos o passeio mais turístico de todos, segundo dia (quarta-feira) fomos visitar todos os museus que conseguimos porque na quarta é grátis, quinta feira fomos para Macau com chuva. Sexta fizemos o passeio pela ilha de HK (que a gente vai de metro que passa embaixo do mar). Sábado, dia lindo de sol, fomos para o Victoria Peak e para o Ngong Ping 360. Domingo voamos para Sidnei. Foi uma semana corrida, almoçamos todos os dias no McDonalds porque era o lugar mais barato (US$ 3 o número um), andávamos tanto que quando a gente chegava ao hotel não conseguia nem mexer os olhos. Valeu cada metro porque HK nos deixou lembranças maravilhosas.

Passeio de terça-feira:

Avenida das Estrelas onde tem as placas com as mãos dos artistas mais famosos deles. É claro não podia faltar Bruce Lee
Avenida das Estrelas onde tem as placas com as mãos dos artistas mais famosos deles. É claro não podia faltar Bruce Lee
E para encerrar o dia o Show de Luzes que acontece na ilha de HK mas quem tem a vista é a ilha de Kowloon. Todo dia, às 20:00 acontece o que eles chamam de Sinfonia das Luzes com canhões de laser e luzes diferentes nos prédios e que dura 15 min. Meio pobrinho para o nível tecnológico deles.
E para encerrar o dia o Show de Luzes que acontece na ilha de HK mas quem tem a vista é a ilha de Kowloon. Todo dia, às 20:00 acontece o que eles chamam de Sinfonia das Luzes com canhões de laser e luzes diferentes nos prédios e que dura 15 min. Meio pobrinho para o nível tecnológico deles.

Dia seguinte museus grátis. A qualidade e a organização dos museus são realmente de primeiro mundo. É uma pena que tínhamos pouco tempo ou ficaríamos horas em cada um. Tem um apenas com a história de HK. Mas como os museus abrem só depois das 10:00 aproveitamos para conhecer um parque maravilhoso: Nan Lian Garden

E então os museus:

Sexta-feira fomos fazer outros dois passeios, mas agora na Ilha de Hong Kong.

E depois disso rumamos para a rua mais divertida da ilha. É onde fica o mercado de ginseng, ninho de pássaros, frutos do mar secos e medicina natural. Nunca vi tantas coisas diferentes na vida. Infelizmente eles não permitem foto e tirei algumas escondidas. São duas ruas com mais de 600 metros de lojas umas coladas às outras vendendo os produtos. O mais estranho nojento e esquisito eu não fotografei: os pepinos do mar que vem em todos os tamanhos, secos para serem hidratados e que tem consistência borrachenta.

E depois de tudo isso mais um templo.

Man Mo Templo – o primeiro templo em estilo tradicional construído na era colonial. Esses são os incensos que os fiéis acendem e ficam no teto caindo em cima da gente. Cheira bem.
Man Mo Templo – o primeiro templo em estilo tradicional construído na era colonial. Esses são os incensos que os fiéis acendem e ficam no teto caindo em cima da gente. Cheira bem.

E para terminar o dia porque ninguém é de ferro fomos para o Soho o bairro boêmio de HK onde ficam todos os restaurantes descolados, galerias de arte, lojas de antiguidades. Chegamos no comecinho da noite e já estava um agito. Tem restaurantes de todos os tipos e vimos pouquíssimos chineses. Só turistas ou expatriados.

Sábado os passeios pagos e bem pagos. Primeiro o Ngong Ping 360 – teleférico que leva você até o grande Buda. Sai da ilha de Lantau. O teleférico é fantástico demora 25 minutos e percorre 6 km no ar até chegar à vila Ngong Ping atravessando montanhas e vales e com a vista para o aeroporto, o Mar do Sul da China e a ilha e o parque de Lantau. Também é imperdível. Na vila tem o Big Buddha, o Po Lin Monasterio. A vila Ngong é uma gracinha, tem restaurantes, lanchonetes, cafés e lojas. Tudo muito limpo e arrumado. Banheiros limpíssimos. Mapas e informações completas. Tudo muito organizado. Vale a pena. Embaixo do Buda as pessoas pagam para colocar seus nomes.

Paisagens na subida
Paisagens na subida
Fotos da Vila
Fotos da Vila

E a tarde mais um. The Peak (Victoria Peak) – trem ou funicular que sobe 396 metros acima do mar e quase a 45 graus e parece que vai virar para trás. Lá em cima nada atrapalha a vista da ilha toda. Eles anunciam como vista 360 graus. É na ilha de Hong Kong, É um deslumbre. Lá em cima tem restaurantes muito caros, mas com a vista. É uma experiência inesquecível mesmo. Existe desde 1888 e foi construído para acelerar o desenvolvimento de novas residências no distrito porque creio que já começava a faltar espaço.

Funicular
Funicular
Vistas do Victoria Peak
Vistas do Victoria Peak

Prédios fantásticos de HK

E domingo, já com saudades, viajamos para a Austrália com dor no coração. Faltou fazer muito e adoramos tanto.

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6 comentários sobre “Hong Kong – a Nova Iorque da Ásia

  1. Vânia e Carlos, como vão? Já estão se “readaptando” ao Brasil-sil-sil?

    Tirei o dia para ler alguns posts e deu a maior nostalgia. Se eu, um mero leitor, já fico com os olhos marejados de ler suas aventuras passadas, imagino vocês!

    Como disse em outro comentário, eu e minha esposa faremos uma RTW trip ano que vem – passagens avulsas -, sendo o primeiro destino essa linda ilha de Hong Kong. Chegaremos lá dia 28/01, pertinho do ano novo chinês (dia 31!!), pior que a gente não sabia e ficou a maior confusão com hospedagem, haha. Que São Couchsurfing nos proteja!

    Passaremos 11 dias por lá. Esboçamos um roteirinho chinfrim e gostaríamos da providencial ajuda de vocês. Se puderem “analisá-lo” e quem sabe fazer algumas críticas e sugestões, ficaríamos imensamente felizes!

    28/01 – Chegada às 12:25pm. Dia meio livre, nos preocuparemos em pegar informações turísticas no aeroporto, comprar o Octopus Card e chegar na casa do host para curtir o jetlag.

    29/01 – Tsim Sha Tsui. Ir ao Victoria Peak fazer algumas compras no Shopping Harbour City, passear pela Star Avenue e finalizar a noite assistindo a Sinfonia das luzes.

    30/01 – Um dia inteiro reservado para Ngong Ping 360, visitando o Giant Buddha de Cable Car.

    31/01 – Ano Novo Chinês. Dia meio livre, já que não sabemos muito o que esperar. Quem sabe assistir aos desfiles de rua?

    01/02 – Se perder por Causeway Bay e subir no topo do prédio do China Bank,

    02/02 – Passeio mais litorâneo, por Stanley Market, Aberdeen e Repulse Bay.

    03/02 – Dia de conhecer os Street Markets de Mongkok e pegar o fim de tarde/início de noite no Soho,

    04/02 – Queríamos fazer um passeio “alternativo”, fazer algum programa diferente visitando alguma ilha menos habitada. Pareceu-me que Lamma Island é uma boa opção.

    05/02 – Quarta-feira, é dia de museu, bebê! Dar um pulo em Nan Lian Garden.

    06/02 – Ida para Macau pela manhã. Bater perna o dia todo. Pernoitaríamos por lá, na casa de um host.

    07/02 – Volta de Macau à tarde e aproveitar um pouco da paisagem noturna de HK. (Voo para Bali às 2:35am)

    Por enquanto, é “só” isso, rs.

    Em breve estaremos inaugurando nosso blog – que vai ter um nome bem sugestivo, acho que vocês vão adorar. Estamos mantendo ainda um certo segredo quanto à viagem por conta de trabalho e etc, não queremos desesperar alguns amigos e parentes e deixá-los afoitos, rs. Já estamos com as passagens compradas e só avisaremos faltando poucas semanas.

    Obrigado por tudo, principalmente pela inspiração. Grande abraço!

  2. Xico

    Vânia, você não acredita, na última segunda-feira meu acupunturista me deu u chá chinês para tomar. Depois que terminei ele me disse que era de vesícula de cascavel, quase vomitei…
    Bjs
    Xico

    1. vcteixeira

      Veja você que é verdade mesmo. E de cascavel é pior do que de tubarão. Pelo menos você bebeu. Comer deve ser horrível. Abcs.

  3. Wilde A Campos

    Hong Kong realmente espetacular, metrôs organizadíssimos e com tantos shoppings, um templo com incenso no teto, maravilhoso – que ideia – , escada rolante para chegar ao Soho com 20 minutos de subida – fantástica e inimaginável. A impressão que ficou foi mesmo a de que vcs tinham muito mais pra ver e mostrar e que o tempo ficou curto para tantas belezas.

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