Macau – um pedaço de Portugal na China

Ruinas de São Paulo – é a fachada do que que restou da Igreja de Mater Dei  e do Colégio de São Paulo de 1602 e que pegou fogo
Ruinas de São Paulo – é a fachada do que que restou da Igreja de Mater Dei e do Colégio de São Paulo de 1602 e que pegou fogo

Estando tão pertinho de Macau (apenas uma hora em ferry) não dava para não ir. Valeu a pena. Macau é uma área administrativa especial (SAR) como HK. Foi uma colônia portuguesa até 1999 e hoje tem meio milhão de habitantes. Português e chinês são as duas línguas oficiais, mas ninguém mais fala português. Apenas os antigos. Primeiro porque a ilha é cheia de imigrantes da região toda e depois porque o cantonês é mais presente. No entanto todas as placas estão escritas em português e chinês e dizem que ensinam português nas escolas. Na verdade português só em usado nos papéis e lugares oficiais. E as multas são cobradas em patacas. Nos divertimos com as placas dizendo multa de tantas patacas. A pataca é moeda oficial apesar de não termos visto nenhuma. Eles aceitam a moeda de HK. Nem sabíamos que essa moeda realmente existiu e existia. Infelizmente pegamos um dia chuvoso. Choveu torrencialmente em cima de nós até às duas da tarde. Finalmente parou e conseguimos andar e ver o que faltava da cidade afinal ela é patrimônio histórico da humanidade e é uma graça de lugar. O centro histórico é muito bonito e bem conservado e parece muito com o centro de São Paulo. Não fosse a quantidade de chineses estaríamos em casa. E é interessante ver a herança portuguesa. Conheci um mochileiro que disse que os portugueses passavam pelos lugares e construíam sempre duas coisas: um forte e uma igreja. E é verdade. Temos isso em várias cidades do Brasil e em Macau não é diferente. Durante a nossa passagem pela Ásia sempre fazemos brincadeiras com a quantidade de templos que eles têm. Aqui em Macau, um lugar pequeno, vimos sete igrejas. Ou seja, é tudo igual. As ruas então fazem parecer que você está em Portugal: Rua Sacadura Cabral, Rua Cidade da Sintra, Av. D. João IV.
Para sair de HK tivemos que fazer fronteira porque é outro país, ou seja, passamos pela imigração. Pegamos um ferry muito bom e uma hora depois chegamos embaixo de chuva em Macau. Do ferry pegamos um ônibus até o Largo do Senado.

Depois o lado moderno da cidade que é muito bonita, limpa e bem arrumadinha.

E o lado comercial. Macau é cheia de cassinos. Tipo assim uma Las Vegas na China com todo aquele apelo kitsch desses lugares. Entramos em vários. São todos iguais: muito luxo, cheiro de cigarro, muito brilho, luzes e espelhos. Para nosso gosto meio cafona. Em um deles tinha obras de arte chinesas lindíssimas, mas a maioria é de mau gosto.

O mais típico e famoso de Macau. As pessoas saem com sacolas e mais sacolas dessas lojas. Dizem que só tem aqui.

E essas carnes curadas e doces de todos os animais possíveis. Os chineses faziam fila.
E essas carnes curadas e doces de todos os animais possíveis. Os chineses faziam fila.

Foi um dia chuvoso, corrido mas gostamos muito da cidade e de voltar no tempo ou voltar a Portugal.

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