Magnetic Island – a vida selvagem

E o difícil wallaby que só consegui  no último dia perto da cozinha do albergue
E o difícil wallaby que só consegui no último dia perto da cozinha do albergue

Tomar café da manhã sendo observada pelos wallabies não tem preço. Wallaby é um canguru anão. Na definição da wikipedia é um marsupial herbívoro que vive em bandos e tem pernas vigorosas para correr, pular e chutar predadores, o rabo grande serve de apoio e suporte. Ainda não vi nenhum canguru, mas os wallis são tão fofos e graciosos que nem é preciso mais. Mentira. Estou doida para ver um canguru. Pois é acordamos com chuva no nosso segundo dia na ilha, ficamos mais um tempo na cama (como fizeram nosso upgrade para um quarto de casal, cama de casal e sozinhos) preguiçando e fomos tomar café. Cozinha comunitária, muita gente e fomos para um cantinho. Sorte nossa. Passaram quatro wallis pulando, fazendo barulho e um até parou para nos olhar. A vida em Magnetic Island é assim. Acordar, preguiçar, tomar café, andar pela praia, almoçar, dormir na rede, alimentar os pássaros, fazer trilha e ir procurar os animais. Os wallis e os possums saem ao entardecer e é a hora de vê-los. Durante todo dia é uma algazarra só de passarinhos. Tirando os corvos a maioria nunca visto por nós. A noite, sentar na varanda do bangalô e ficar observando os morcegos na árvore da frente fazendo aquele barulhão. E o possum é um marsupial que vive em árvores e só sai a noite, são quadrúpedes, carregam os filhotes na barriga e nas costas, comem de tudo e vem em vários tamanhos iguais aos wallabies.

Magnetic Island fica a 8 km de Townsville aonde chegamos de ônibus, têm 2.500 moradores, metade da ilha é parque nacional. É a única ilha da barreira de corais que é habitada. O nome surgiu porque tem pedras enormes de granito e o capitão Cook pensou que elas interferiam com a sua bússola. Chegamos de ferry que demora 25 minutos da cidade. A ilha tem várias baias e em cada uma delas tem um pouquinho de civilização. Nós decidimos ir por vários motivos: estava no caminho do nosso passe de ônibus, tem um YHA famoso que fica no meio da reserva e porque todo mundo falou que era cheinho de animais que ainda não tínhamos encontrado. Adoramos. Ficamos três noites, finalmente num quarto só para nós depois de 25 dias dormindo em turma, descansamos, lavamos roupa e apreciamos a natureza.

Fazendo farra em Geoffrey Bay
Fazendo farra em Geoffrey Bay

Nossa vida junto com a vida selvagem. Nossa primeira noite fomos visitados por um possum. Ele posou para mim, tirei várias fotos e fiquei com dó dele lá paradinho olhando fixamente. Eles são uma graça, tem nariz cor de rosa e andam como gente bem gorda todo rebolando. É uma coisa fofa. Mesmo tendo lido todas as placas de que é proibido alimentar a vida selvagem eu cai na bobagem de dar um pedaço de biscoito para ele. Ele não desgrudou mais. Ficou na nossa varanda. Mordeu meu dedo do pé e começou a tentar subir na cadeira. Foi cômico, tive que subir na cadeira igual a gente faz com rato. É pequeno, mas tem garras afiadas e é selvagem. Na segunda noite ele voltou, mas dessa vez não dei comida. Também veio uma mãe com o filhote nas costas (igual macaco). Na cozinha eles fazem o estrago. A porta é automática, mas eles entram com alguém. Uma noite atacaram o pão do nosso amigo inglês. Subiram três prateleiras, roeram o saco do pão e comeram. Lembrei-me do meu ratão de Don Det. Todo dia à tarde no albergue eles alimentam os periquitos e a gente participa. É uma alegria. E além de tudo isso, em outra baia chamada Geoffrey Bay moram os rock wallabies. Compramos comida de wallabie, que parece ração de passarinho, e lá fomos nós alimentar os bichinhos. Foi uma farra. Eles comem na mão, são educadíssimos, não machucam a gente, não atacam.


Reparem o filhote na bolsa
Reparem o filhote na bolsa

Temos inúmeras fotos, mas esse filme vale pelo resto todo.

Valeu cada centavo e cada minuto. Por causa do ferry e do ônibus que tivemos que tomar para chegar no Bungalow Bay Koala Village (nosso albergue) nosso orçamento estourou na ida e na volta mas valeu a pena. Só não ficamos mais porque acabou a comida. Planejamos três dias e fizemos supermercado exato. Daqui para outra praia: Misson Beach.

Townsville

Vista de Townsville a partir do ferry
Vista de Townsville a partir do ferry

Paramos em Townsville para esperar vaga no albergue em Magnetic Island. É uma cidade limpa, ajeitada e pequena. Albergue excelente, supermercado a três quarteirões. Mais um mar que não pode ser entrado por causa das águas vivas. São tão perigosas que não dá tempo nem de chegar ao hospital. Alguns prédios históricos e pouco para se ver. O calçadão ao lado do mar é muito bonito e arrumado e eles também têm uma piscina pública com areia e água do mar.

Um comentário sobre “Magnetic Island – a vida selvagem

  1. Wilde A Campos

    Será que foi aí que descobriram que dinheiro não trás felicidade, manda buscá-la? É um paraíso com natureza, animais e aves diferente dos vistos anteriormente, o que confirma a diversidade e beleza deste planeta que alguns tentam destruir a todo custo. Ótimo que vcs estejam conhecendo, aproveitando e nos mostrando estas maravilhas. Bjs.

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