Brisbane – o retorno

Nossos anfitriões do Couch Surfing
Nossos anfitriões do Couch Surfing

No caminho para Cairns paramos em Brisbane e adoramos a cidade. Achamos que dedicamos pouco tempo a ela. É uma cidade “people-friendly”, ou seja, feita para as pessoas. Falta um mês para irmos embora da Austrália, que está sendo difícil, mas estamos aprendendo a gostar, e temos que visitar Melbourne e voltar para Sidnei para tomar o voo até a Nova Zelândia.
Depois de pesquisar muito descobrimos que o jeito mais barato de voltar seria de trem. Só que o trem é demorado. De Cairns até Brisbane são trinta horas. E pior, não compramos leito porque seria o dobro do preço. O trem é muito bom, tem até banheiro com chuveiro, tem restaurante e gente que acorda você no seu destino. Saímos às 9:15 da manhã para chegar no outro dia às 16:00. Pelo caminho atrasos de uma hora e meia. O único problema é que o trem também tem percevejos. Só viajam de trem os idosos, os aborígenes e os pobres. Todo o resto da população viaja de carro ou de avião. Talvez por isso eles não liguem para a limpeza. Sai tão mordida quanto do albergue de Sidnei.


Como ficamos parados em Cairns por duas semanas conseguimos também ter tempo e planejamento para pedir um sofá no Couch Surfing. E conseguimos. E pasmem, com um casal de brasileiros típicos (ele baiano e ela mestiça de japonês) que moram felizes em Brisbane, trabalham muito, são extremamente esforçados e nos fizeram sentir orgulho de ser brasileiros. Infelizmente a foto ficou escura, mas a lembrança é clara. Nos receberam, desculpe mãe, melhor que a minha mãe nos recebe. Foram extremamente generosos com tudo e para nós foi um aprendizado de como receber bem alguém. Nos pegaram na ferroviária mesmo depois de um atraso de duas horas, nos deram a chave da casa sem ao menos nos conhecer (e sendo brasileiros dos dois lados, nós e eles), cozinharam para nós, nos deram todo o roteiro de Brisbane e nos levaram para ver várias coisas que ainda não tínhamos visto. E nos levaram de volta até a ferroviária para irmos para Port Macquarie. Não temos palavras. Brisbane que já era boa ficou inesquecível.
Seguindo as dicas do Daniel e da Samanta fomos fazer nossa segunda ronda de turismo em Brisbane.

Vista de Brisbane a partir do Kangaroo Cliffs perto da casa dos meninos
Vista de Brisbane a partir do Kangaroo Cliffs perto da casa dos meninos
Os leões do portal foram virados para ficar de acordo com o fengshui
Os leões do portal foram virados para ficar de acordo com o fengshui

E saímos de carro com o Daniel a noite para ver a cidade iluminada. Fomos até o Mont Cot-Cha embaixo de um vento enregelante, mas com uma vista magnífica da cidade. Depois andamos a pé pela Story Bridge ouvindo as histórias de suicídios que ali acontecem.

Conhecer o local de trabalho do Daniel foi divertido. Ele trabalha em uma empresa que tem comidas do mundo todo. Não tinha como não notar os produtos brasileiros. Os donos também são muito simpáticos. Pelo pouco que entendi ele é italiano, apesar de dizer que é australiano legítimo e ela é da Croácia. Gente muito boa e gostam muito do Daniel.

E antes de irmos embora ainda um último passeio, com direito a lindo por do sol, pela Power House.

E nosso café da manhã de despedida.

Daniel e Carlos. Daniel acompanhando o jogo do Brasil. Casa dos anfitriões.
Daniel e Carlos. Daniel acompanhando o jogo do Brasil. Casa dos anfitriões.

Agora mais uma viagem de trem até Melbourne. Mais 20 horas no trem. Ah, eles também nos deram todas as dicas de Melbourne. Como bem disse a Danielle Habkost, outra viajante do mundo, o céu deve estar cheio de Couch Surfers.

Um comentário sobre “Brisbane – o retorno

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