Melbourne – a cidade mais europeia da Austrália

Fazendo nove meses em Melbourne em frente a Flinders Street Station
Fazendo nove meses em Melbourne em frente a Flinders Street Station

Antes de irmos para Melbourne começamos a tentar encontrar um Couch porque queríamos ficar por lá uma semana porque já tinham nos avisado que a cidade era bonita e cheia de coisas para ver. Pedimos seis couchs e só um nos respondeu dizendo que estava indo para a Inglaterra. Ficamos sem couch e reservamos o YHA por uma noite apenas para procurar hotel mais barato para passar uma semana. Chegamos cedinho depois de uma viagem de um dia todo. Saímos cedo de Port Macquarie. O trem parou em Sidnei, esperamos duas horas e pegamos outro trem para Melbourne. Viajamos a noite toda. Chegamos quebrados. Eu fiquei no albergue esperando dar a hora para entrar no quarto e o Carlos foi procurar o hotel para irmos no dia seguinte. Voltou super cansado e sem hotel. Descobriu que Melbourne estava sediando uma das finais do jogo de rúgbi entre a Inglaterra e a Austrália. A cidade estava inundada de ingleses, irlandeses e galeses torcedores dos Lions (time deles) que estavam em tour acompanhando todos os jogos na Austrália. Sorte deles e azar nosso. Não tinha nenhuma promoção, poucas vagas em hotéis, muita gente na rua e no turismo. Tivemos que nos contentar com o que achamos. Um albergue tamanho médio, bem localizado, mas meio sujinho. Dessa vez nenhum bicho mordedor e para usar a cozinha tinha que segurar na mão de Buda e ir em frente. Ficamos oito dias em Melbourne e quase não deu para fazer tudo o que tem para fazer por lá. É uma cidade para turistar tranquilamente, andar bastante, mergulhar nas alamedas e nos becos para não perder cada cantinho interessante.  Foi a cidade com melhor estrutura turística que pegamos: bonde grátis e ônibus grátis pelos lugares turísticos, caminhada guiada pelos pontos turísticos mais relevantes, centro de informações turísticas sensacional (o único bom que encontramos na Austrália) e acima de tudo uma cidade linda.
Foi de Melbourne que saímos para fazer o passeio da Great Ocean Road.

Primeiro dia perdido procurando hotel, supermercado e segundo dia também. O checkout dos albergues é as 10:00 e o checkin é às 14:00, ou seja, o hóspede tem que sair de um e não pode entrar em outro. Cai no buraco negro. Isso destrói o dia todo. Só nos sobrou um pedaço da tarde, tomamos o ônibus gratuito para conhecer a cidade. O ônibus é ótimo, passa em todos os pontos turísticos importantes, você pode descer e subir aonde quiser e tem comentários da cidade toda. É bom para se locomover e para escolher para onde ir.
No dia seguinte fomos fazer a excursão a pé com a moradora da cidade. É um tour oferecido pelo Visitors Centre da cidade, é grátis e excelente. Nossa guia se chamava Heather e era perceptível como gostava de apresentar a cidade dela para os estrangeiros. Dado o jogo de rúgbi, fizemos o passeio com três galeses muito divertidos e torcedores dos Lions. Ela nos mostrou vários detalhes que passariam despercebidos para nossos olhos de turistas ignorantes. Com a boa vontade da Heather o passeio se prolongou bastante e fomos obrigados a almoçar no McDonalds porque até chegar ao albergue e cozinhar a gente iria desmaiar. Aqui sempre estamos com fome porque não estamos fazendo aquela alimentação super saudável.
Melbourne teve um crescimento espetacular na época da corrida ao ouro em 1850. Além das grandes fortunas que construíram prédios magníficos e luxuosos com o dinheiro do ouro também tem grande influência dos imigrantes da época que vieram atrás do ouro. Melbourne é uma cidade bem europeia, cheia de cafés, muitos italianos e gregos, muita cultura europeia. Todos diziam para nós que íamos adorar Melbourne e de fato adoramos. A cidade tem de tudo e tem história e tem um clima cosmopolita e internacional. Agora está sendo invadida por asiáticos e andar pelas ruas é como estar na China. A quantidade de chineses é impressionante e tem horas que parece que você nem está na Austrália. Tem pencas de indianos também. E infelizmente, com os asiáticos vêm os empurrões, as trombadas na rua seguidas por nenhum pedido de desculpa. Australianos só de vir na sua direção já pedem desculpas por estar no seu caminho então a gente sente a diferença e começa a notar que está rodeado por asiáticos. Além de ter os melhores e mais bonitos edifícios vitorianos (de herança inglesa) também tem restaurantes do mundo todo e é organizada em distritos. Tem o distrito das artes, dos esportes, das compras e dos edifícios vitorianos. A nossa guia nos disse que quando constroem um prédio novo, 10% do valor da construção tem que ser aplicado em obras de arte que podem ser colocadas em qualquer lugar do prédio. Então cada prédio tem uma arte diferente e cada uma mais bonita que a outra.


A State Library, biblioteca construída pelo mesmo arquiteto de vários outros edifícios chamado John Reed
A State Library, biblioteca construída pelo mesmo arquiteto de vários outros edifícios chamado John Reed

E depois de andar com a guia, pegar vários livrinhos de caminhadas por Melbourne fomos fazer turismo por conta própria. Temos que confessar que o tempo não foi suficiente. Primeiro porque perdemos três dias entre achar hotel, trocar e procurar, achar e comprar o passeio para a Great Ocean Road e depois porque a cidade é cheia de encantos e passeios bonitos.

E fomos fazer um passeio pelo lado elegante da cidade que fica no leste de Melbourne e ver as casas vitorianas com as varandas todas trabalhadas em ferro. É um bairro nobre, cheio de casas bonitas e prédios elegantes e muita história. As casas ou mansões têm nomes como Hepburn Terrace, Georgian Court, Sydenham House ou Dorset Terrace. Ruas tranquilas e jardins bonitos.

Um edifício eduardiano lindo, antigo e que é uma piscina pública. Por dentro parece coisa de filme antigo. Os vestiários e a piscina são um show de beleza
Um edifício eduardiano lindo, antigo e que é uma piscina pública. Por dentro parece coisa de filme antigo. Os vestiários e a piscina são um show de beleza

Não conseguimos descansar muito, mas conseguimos lavar roupa, na verdade ou lavava ou usava sujona mesmo. Tivemos que morrer com os dólares de lavar e secar mas saímos zerados para Blue Mountains.

Carlos indo lavar a roupa
Carlos indo lavar a roupa

E de Melbourne partimos para Blue Mountains que já é mais natureza de trem, no final do dia para viajar a noite toda. Deixamos a cidade já com saudades e com dó. Mas saímos da Flinders Station, mesmo lugar que chegamos um lugar emblemático para deixar Melbourne.

Um comentário sobre “Melbourne – a cidade mais europeia da Austrália

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s