Informações práticas – Nova Zelândia

A Nova Zelândia também não precisa ser apresentada. É um país um pouco menor que a Austrália e com duas ilhas, a ilha sul e a ilha norte, também é caro e difícil para viajar por conta dos Alpes do Sul, tem paisagens lindas e idioma fácil. Tivemos algumas surpresas até agora: como tem menos gente as cidades são minúsculas. Queenstown tem toda a infraestrutura, tem até supermercado grande, mas a comida comprada nele é um pouco mais cara que na Austrália. O frango consegue ser ainda mais caro e a carne também. O McDonalds é um pouco mais barato, o transporte público é mais caro que na Austrália, que já era um roubo. Entrar no país foi bem mais difícil, perguntaram muito mais coisas para nós a respeito da nossa viagem, passagem e saída. Até agora nos parece que a Nova Zelândia é mais generosa com os turistas, todos os YHAs da ilha sul tem café e chá grátis, wi-fi grátis para os sócios, sabonete e toalhas nos banheiros. Nos pareceu que a NZ tem muito mais preocupação ecológica que a Austrália. Eles têm lixo reciclável até nos quartos. Creio que sendo a ilha menor eles devem ter que tomar cuidado com o lixo. Os supermercados, porém não cobram por sacolas de plástico e distribuem fartamente. O país tem duas línguas oficiais: inglês e maori. A NZ é o país para esportes radicais: bungy jump, skydive, pulos de paraqueda, rafting, kayaking. Tudo pode ser feito aqui com as paisagens mais lindas possíveis. Eles também têm passeios de helicópteros para todos os lados. Tudo caro. Na NZ começamos a ver muito mais asiáticos que o normal. Tanto nas cidades quanto como turistas. Dá para perceber pela foto abaixo.

Equipamento básico de todas as cozinhas de todos os hostels que passamos.
Equipamento básico de todas as cozinhas de todos os hostels que passamos.

Moeda
NZD – New Zealand Dólar
Nessa data: US$ 1 compra 1,15 NZD

Atenção
Nós fizemos nossos saques no ABS e não foi cobrada nenhuma taxa por saque.

Eletricidade
220V-230V / 50 Hz
Tomada de três pinos, um terra e dois na diagonal. É necessário adaptador. Mesmo padrão que a Austrália.

Comida
Tem de tudo e de todos os países. É como estar em São Paulo ou Nova Iorque. O café é caro em todos os lugares.

Transporte entre cidades
Existem vários ônibus que fazem os trajetos entre cidades: Magic Bus, Naked Bus, Intercity, Kiwi Experience. Escolhemos o Intercity e foi bom, mas não muito. Quase sempre fazem o pick-up e o drop-off no YHA ou alguns hostels mais usados na ilha sul, chegam e saem no horário, são grandes e aquecidos e os motoristas são uma graça, na ilha sul. Durante o trajeto param em alguns lugares turísticos ou dão informações. Na ilha norte a coisa muda de figura. Não param mais nos YHAs ou outros albergues, só viajam pobres, maoris ou os dois e o ambiente não é muito legal. As paradas para almoço são sempre um truque: param em lugares caros e em que os banheiros são pagos. Não aconselhamos o flexipass de forma alguma. É uma enganação. Se você comprar separado é melhor e mais barato. Os trens não fazem todo o país e não tem muito alcance. Alugar carro deve ser melhor que na Austrália porque aqui conseguimos encontrar lugares onde não se paga para estacionar mas o seguro é sempre caro e o combustível hoje custa NZ$ 2,20 por litro.

Transporte nas cidades
Nas cidades pequenas o transporte público é quase inexistente e caro. Dos aeroportos até as cidades sempre tem ônibus. Nas cidades maiores como Wellington o ônibus é pago por zona e começa em US$ 2. Os ônibus públicos são muito bons, estão quase sempre vazios e tem aquecimento.

Segurança
Total. Não tivemos nenhum problema até agora, as ATMs ficam no meio da rua, nem implicam com a nossa mochila quando entramos no supermercado.

Dicas
– a primeira quinzena de julho é férias escolares. Não venha. Está tudo lotado e caro.
– em Queesntown é época de esquiar em julho e também fica cheio e caro
– são duas horas a mais que na Austrália e 15 que no Brasil
– se for possível não traga nadinha de nada de comida. Se trouxer declare tudo porque se não declarar e eles pegarem você paga multa de 400 dólares.
– a menos que seja alto inverno com nevascas terríveis, alugue um carro. Nada fica nas cidades, tudo fica no caminho ou afastado. Sem carro você terá que pagar deslocamento para todos os passeios e é bem caro, às vezes mais caro que o aluguel do carro por um dia.
– não deixe de ser sócio do YHA se vai usá-lo e ficar algum tempo porque você terá direito a wi-fi grátis, descontos nas diárias e descontos na maioria dos ônibus. No período em que estivemos aqui estavam tendo uma promoção de 25 NZD por diária apenas para os sócios em qualquer YHA do país e qualquer tipo de dormitório.
– ainda não passamos em um YHA com armários com tranca para deixar a bagagem no quarto
– eles não tem moedas de 5 centavos então tudo é arredondado para 10
– cuidado, ao contrário da Ásia, aqui o povo tenta te atropelar e não são tão respeitadores das leis de trânsito quanto na Austrália.
– andamos as duas ilhas e até agora não vimos nenhum pedágio.
– O Naked Bus e o Intercity quando comprados com devida antecedência chegam a vender uma passagem por US$ 1. Isso mesmo, um dólar por isso não vale a pena comprar o flexipass se você consegue planejar com alguma antecedência. O passe sai mais caro.
– planeje seu tempo na NZ para ficar bem mais tempo na ilha sul onde tem muito mais natureza bonita, diferente e exuberante. A ilha norte não tem tantos atrativos. Visite Wellington, Rotorua e acabou.
– na ilha norte fica a maior concentração de maoris (os primeiros moradores da terra, nossos índios) então tudo fica pior. Começa a ter sujeira nos lugares, mais problemas de vandalismo, roubos e mais gente desocupada. Os ônibus começam a ficar lotados dos maoris. Eles são pobres, gritam, são enormes de gordos, desleixados, se comportam mal.
– todas as cidades tem um i-Site que é o centro de informações turísticas. Eles são bem melhores que os da Austrália. Sempre conseguem informar sobre a cidade e o país e não forçam a venda das excursões. Nós gostamos bem mais do serviço. Sempre tem mapas dos lugares.
– pode parecer que estamos recebendo do YHA para falar deles, mas é que o YHA tem alguns padrões básicos. Sempre me refiro a eles como o McDonalds dos albergues. Ao contrário dos outros eles tem normas de conduta, silêncio e bebida. Sempre podemos esperar encontrar um lugar limpo e confiável. Poucas vezes ficamos completamente decepcionados. Tem a facilidade de reservar o próximo YHA e qualquer meio de transporte gratuitamente.

Queenstown
Uma cidade lindinha, pequena, é possível caminhar para todos os lados. Como estamos no inverno e a cidade rodeia um lago parece à Suíça. É um encanto de bonitinha. Se quiser descansar vale a pena passar mais de dois dias aqui. Se tiver pouco tempo dois dias na cidade e um para ir até Milford Sound (fiordes) é suficiente. Se for esquiar dedique mais tempo.

Como chegamos
De avião, vindos de Sidnei. Voo tranquilo de três horas. Chegando ao Aeroporto de Queenstown tomamos o ônibus número 11 que para no centro da cidade que é pequena e custa US$ 8 / 8 NZD.

Como saímos
De ônibus nosso flexipass do Intercity para Franz Josef. Oito horas de viagem com várias paradas em pontos turísticos e para tirar fotos. Se não quiser gastar muito leve seu almoço.

Hotel
Queenstown Lakefront YHA
Um primor de albergue, limpo, cozinha grande e super bem equipada e sempre limpa, banheiros suficientes e limpos, aquecimento, atendimento impecável. Padrão YHA bom. Não tem armários para deixar a bagagem trancada nos quartos que são bem pequenos. Aquecimento em todo albergue. Fique em frente ao Lake Wakatipu e isso dá um charme a mais ao lugar.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD por dormitório para 4 pessoas

Queenstown Central YHA
Cozinha bem menor, quarto bom, bem melhor localizado, perto de tudo e do ponto de ônibus. Banheiro dentro do quarto. Equipe ótima. A frequência é diferente do Lakefront, gente mais baladeira e estranha. Gostamos mais do Lakefront.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD por dormitório para 4

Passeios
Skyline Gondola – teleférico com vista para a cidade. Não fomos. É possível chegar ao topo fazendo uma trilha. A vista do meio da trilha já é muito bonita. Começa na Brecon St.
US$ 21 / 26 NZD

Aos pés da Skyline Gondola fica o Kiwi Birdlife Park – parque onde você pode ver kiwis. Eu não fui porque não gosto de ver animais locais fora da natureza.

A cidade tem três trilhas diferentes para caminhar. Estava muito frio e não posso dizer nada delas.

Milford Sound
www.kiwidiscovery.com
Imperdível. Não é possível estar em Queesntown e não fazer esse passeio. Compramos o nosso no YHA por causa do desconto. Eles nos pegaram cedinho no albergue, 7:15, passamos por Te Anau com parada para ver a cidade, depois fizemos um cruzeiro pelos fiordes até chegar ao mar da Tasmânia. O ônibus tem teto de vidro e banco reclinável para poder ir vendo a paisagem. Vale a pena porque o caminho até Milford é quase até mais bonito que o próprio Milford Sound. Vimos criações de veados e ovelhas por todo o caminho. Voltamos às 19:30 entregues no YHA.
US$ 111 / 139 NZD

Dicas
– um pouco afastado da cidade, cerca de 20 minutos, fica um grande supermercado chamado Fresh Choice que é uma filial do Woolworths. Preços bons.
– Queenstown é uma cidade cara por natureza, deixe as compras e bebedeiras para outros lugares da NZ.
– o ponto dos ônibus intermunicipais fica na Athol St.

Franz Joseph
Não creio nem que seja uma cidade, é mais uma vila. O atrativo são os dois glaciais que existem lá. Um que tem o nome da cidade e o outro, Fox Glacier, que fica na cidade ao lado que é menor ainda. É um lugar para passar duas noites ou no máximo três. Um dia você chega, no outro vai até o glacial e depois vai embora.

Como chegamos
De ônibus Intercity no nosso Flexipass (compramos 30 horas) vindos de Queesntown. Oito horas de viagem, ônibus bom, estrada ótima, durante a viagem o motorista vai comentando sobre os lugares turísticos, deixou-nos em frente ao YHA. Faz uma parada para almoço em uma fazenda de salmão. Disseram que a comida era excelente (não comemos) e era um pouco cara para nosso orçamento.
Pagamos pelo flexipass – 30 horas – US$ 181 / 229 NZD
Essa viagem custou 8 horas do nosso passe.

Como saímos
De carona com a Diana, nossa nova amiga brasileira, para Greymouth

Hotel
YHA tudo de bom. Ficamos em um quarto duplo com banheiro compartilhado. Cozinha boa e bem aparelhada com chá e café à disposição. Lounge enorme com lareira e equipe muito boa.
Pagamos US$ 50 / 63 NZD por quarto duplo com banheiro compartilhado

Passeios
– pagar US$ 400 para ir até o topo do Fox Glacier de helicóptero e de lá fazer a caminhada no glacial. Não fizemos e quem fez amou.
– fazer uma caminhada de aproximadamente uns 10 km, ida e volta, para chegar até 200 m do início do glacial Franz Josef. A caminhada é boa, leve, trilha ótima e a vista é linda. Infelizmente o glacial está fechado para caminhar nele por conta de desmoronamentos.

Dicas
– Só tem um supermercado e é caro. Leve sua comida se possível. Não existem restaurantes ou bares que fiquem abertos até tarde
– Caso você queira andar nos glaciais é melhor ficar em Fox Glacier. Não tem nada lá, mas ai você não tem que pagar o transporte de Franz até o Fox.
– Perto da igreja católica Our Lady of the Alps tem glow worms que são minhocas que brilham no escuro. E é grátis.

Greymouth
Greymouth é uma cidade média com nada para fazer. Todos vão até lá para tomar o trem para ChristChurch que é considerado um dos trens com vista mais linda do mundo.

Como chegamos
De carona com a Diana

Como saímos
De ônibus West Coast Shuttle para Arthur´s Pass. Compramos a passagem no YHA e eles nos pegaram lá. É um micro-ônibus, meio apertado, com aquecimento. Pouco lugar para bagagem de mão e toalete a bordo. Foram 2 horas de viagem.
Pagamos US$ 21 / 27 NZD

Hotel
YHA – pequeno, numa casa muito bonita, confortável, cozinha boa, sala de TV com aquecedor e lareira. Café e chá a disposição. Uns 10 minutos da estação de trem. Adoramos o lugar e recomendamos apesar da recepcionista meio bagunçada. Baixa temporada e ficamos sozinhos no quarto.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD em dormitório para quatro pessoas

Passeios
– Só é possível dar uma volta pela cidade a pé. Não tem nada para fazer.
– o trem para Christchurch custa US$ 150 / AUD 189 fora da temporada

Dicas
– tem supermercado grande perto do albergue e da estação de trem
– a maior parte do trajeto do trem acompanha a estrada e o ônibus é um terço do preço.

Arthur´s Pass
Não é nem uma cidade e nem um vilarejo. É um ponto entre Greymouth e Christchurch. Todo o encanto do lugar é a paisagem. Fica no meio dos Alpes do Sul, no meio das montanhas verdes e nevadas. Tem inúmeras trilhas, leves ou pesadas. Dá para fazer trilha durante uns três dias. As trilhas mais pesadas exigem conhecimento, treino e equipamento apropriado.

Como chegamos
De ônibus West Coast Shuttle, vindos de Greymouth. Compramos a passagem no YHA e eles nos pegaram lá. É um micro-ônibus, meio apertado, com aquecimento. Pouco lugar para bagagem de mão e toalete a bordo. Arthur´s Pass é muito pequena e a parada foi bem em frente ao YHA.
http://www.westcoastshuttle.co.nz/
Pagamos US$ 21 / 27 NZD

Como saímos
No mesmo ônibus West Coast Shuttle para Chistchurch. Foram duas horas de viagem no mesmo ônibus apertado e frio.
Pagamos US$ 28 / 36 NZD

Hotel
YHA – ficamos num dormitório para quatro, mas ficamos sozinhos. Em quatro o quarto é pequeno. Tem aquecedor e não tem armários. Cozinha grande, sempre limpa e bem equipada. Chá e aveia a disposição. Não tem TV. Tem wi-fi grátis para sócios, dono um tanto antipático. Fica perto do início das trilhas mais leves.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD em dormitório para 4 com banheiro compartilhado

Passeios
– trilhas, trilhas e trilhas. Fizemos três trilhas:
Millennium Walk, uma trilha de 10 minutos, fácil e onde você pode ver trutas de uma ponte antiga.
Devils Punchbowl Waterfall, uma trilha de uma hora ida e volta e que vai até o topo (130 metros) da cachoeira que dá para ser vista da estrada.
Bridal Veil, uma trilha fácil de uma hora e meia, ida e volta e que chega através da floresta, passa por algumas vistas cênicas e vê a cachoeira.

Dicas
– leve sua comida porque não existe nada por perto e nem supermercado.

Christchurch
Cidade grande para padrões NZ. Bonita e graciosa mesmo depois do terremoto. Em 2011 teve seu centro comercial e sua obra prima, a Catedral, destruídos em um terremoto. Vale para ver como é uma cidade destruída por um evento natural. Está toda em reconstrução e ainda não se recuperou do choque e do estrago. Gostamos muito de andar e ouvir as histórias dos acontecimentos. Para nós valeu muito a pena. Com dois dias é possível ver tudo e sobra tempo.

Como chegamos
No mesmo ônibus West Coast Shuttle vindos de Arthur´s Pass. Foram duas horas de viagem no mesmo ônibus apertado e frio que nos deixou a 300 m do YHA.
Pagamos US$ 28 / 36 NZD

Como saímos
No nosso passe flexipass para Kaikoura. Foram menos de três horas de viagem tranquila, estradas ótimas. Usamos 3 horas do flexipass. Ônibus nos deixou a 100 m do YHA.

Hotel
YHA – a localização é excelente, perto do centro da cidade, em frente a alguns prédios históricos que estão sendo restaurado depois do terremoto, perto de supermercado, o hostel já fica em um prédio histórico muito bonito. Mas por conta disso tem pouquíssimos banheiros, muitos asiáticos (elas ficam horas no banheiro). Cozinha enorme, mas o lugar para comer é meio impessoal. Sala de TV pequena. Quarto pequeno, sem armários, com aquecedor.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD para dormitório com 4 pessoas

Passeios
Andar pela cidade, pelo centro destruído, ver o recente Re:Start que é um shopping todinho montado em contêineres.

Dicas
– tem por perto apenas um supermercado grande que é o New World e que é o mais caro da NZ.

Kaikoura
É um encanto de cidade. A paisagem vale a parada. Tem uma colônia de focas permanentes e uma das trilhas mais bonitas que fizemos. Fomos para ficar duas noites e ficamos três.

Como chegamos
No nosso passe flexipass vindos de Christchurch. Viagem tranquila, 3 horas. O ônibus nos deixou a 100 metros do YHA. Chegamos a noite.

Como saímos
No nosso passe flexipass para Wellington. O ônibus vai até Picton, lá pegamos o ferry de três horas até Wellington. Usamos 6 horas do nosso passe.

Hotel
YHA – ficamos em um dormitório para quatro e sozinhos as três noites. É um pouco afastado da cidade, mas perto do início das trilhas e das focas. Tem aquecimento no quarto, wi-fi para sócios, cozinha pequena, mas limpa e organizada com quase todos os equipamentos. Sala de TV grande. Recomendamos muito porque a vista vale um milhão de dólares. Fazer as refeições olhando o mar e os Alpes são divinos.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD para dormitório para quatro com banheiro compartilhado

Passeios
– ir até o Point Kean que é onde fica a colônia de focas. Fica um pouco afastado da cidade e a uma meia hora do YHA e no estacionamento. Quando a maré está baixa as focas ficam nas rochas dormindo. No lago do caminho ficam as foquinhas nadando.
– a partir do Point Kean começa uma trilha que faz todo o contorno da península e tem vistas maravilhosas. Vale às três horas de caminhada e a subida. Leve água e algo para comer. Não é uma trilha leve, mas não é das mais difíceis. Calcule umas seis horas. Leve lanche e água.
– a cidade é o lugar ideal para alugar bicicleta e andar não fosse tão caro
– existe outra trilha para o Mt Fyffe que fica 1602m acima do nível do mar mas não fizemos por completa exaustão

Dicas
– não tem supermercado grande próximo. O mais próximo é caro e o mais barato fica a 4.2 km. Na cidade tem cafés, restaurantes e bares.

Wellington
Capital do país. Cidade linda, cheia de atividades. Planeje ficar mais tempo se você gosta de museus, arte, história. Adoramos. Saímos com dor no coração.

Como chegamos
No nosso passe flexipass vindos de Kaikoura. O ônibus vai até Picton, lá pegamos o ferry de três horas até Wellington. Usamos 6 horas do nosso passe. Saímos às 10:00 e chegamos às 19:30. Chegando a Wellington pegamos uma carona no shuttle que foi buscar outra garota. Pagamos 10 NZD para os dois

Como saímos
Fomos para Napier no Intercity, mas pagamos a passagem porque ficava mais barato que o passe. Viagem tranquila de seis horas. Saímos cedo e chegamos depois do almoço
Pagamos US$ 14 / 17 NZD

Hotel
YHA
Excelente localização, equipe ótima, cozinha grande (duas) e bem equipada, sempre limpa. Sala de TV, wi-fi grátis para sócios, ficamos em um quarto para quatro e banheiro interno. Banheiros externos suficientes, sempre limpos e vazios. Recomendamos muito.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD

Passeios
– Te Papa que é o museu da cidade e que é imperdível Não é um museu chato. Têm explicações iterativas sobre os terremotos, vulcões, tempestades, ou seja, tudo o que acontece no país. Tem também a história da formação da NZ, dos maoris, dos maiores acontecimentos do mundo refletidos na NZ, das guerras. Muito audiovisual e muita iteratividade, tudo muito moderno. Grátis.
– Museum of Wellington City and Sea: excelente, conta toda a história da cidade e é grátis. Organize umas três horas para passar lá.
– Cable Car, Jardim Botânico e Parlamento – você sobe no bondinho, desce caminhando pelo Jardim Botânico e chega a Beehive (prédio do Parlamento). De hora em hora tem tour guiada pelo prédio. É tudo de bom.
US$ 3 / 4 NZD pelo bondinho. Todo o resto é grátis.
– ir ver, entrar e visitar o prédio da Universidade de Vitória que é o maior prédio todo em madeira do mundo. É lindo e está completamente restaurado. Grátis.
– ir conhecer a Rua Cuba tipo assim uma Benedito Calixto de São Paulo. Durante o dia as lojas alternativas e a noite ponte de agitação.
– subir o Monte Vitória que fornece a melhor vista da cidade. Dá para ir a pé ou de carro. A pé é uma subida íngreme e cansativa. A vista é muito bonita. Bom para fotos.

Dicas
– existe uma feira no domingo ao lado do YHA, perto do Te Papa Museum, com preços de legumes e frutas muito baratos.
– Wellington vale a parada e vale ficar mais tempo se você gosta de museus interessantes

Napier
Cidade pequena, graciosa, que foi destruída por um terremoto em 1931 e toda reconstruída em art-deco. Vale passar um dia para ver. No verão deve ser linda com o mar e as marinas. A praia é de pedras.

Como chegamos
Viemos de Wellington no Intercity, mas pagamos a passagem porque ficava mais barato que o passe. Viagem tranquila de seis horas. Saímos cedo e chegamos depois do almoço. A ilha norte tem mais maoris e eles enchem os ônibus. Não são boa companhia. Até Wellington sempre a maioria era turista. Agora são os maoris.
Pagamos US$ 14 / 17 NZD

Como saímos
No nosso flexipass do Intercity para Taupo. Viagem de uma hora, tranquila. Usamos uma hora do passe.

Hotel
YHA – não tem wi-fi para sócios, cozinha pequena e não tão bem equipada. Pegamos um quarto para duas pessoas com beliche. Único quarto do hostel com varanda, quarto número quatro. Banheiros pequenos e difíceis. Bem localizado em frente ao mar, perto do centro da cidade e 300 m do supermercado.
Pagamos US$ 45,71 / 57,60 NZD quarto para dois sem banheiro

Passeios
– subir até o topo do Bluff Point. Subida íngreme, cansativa. Lá em cima dá para avistar uma parte da cidade e o porto. Faça se estiver com coragem e tempo.
– passear pelo centro da cidade observando as construções muito bonitas. São apenas três ruas, mas muito charmosas.

Dicas
– cidade cheia de recursos. Têm ATMs de vários bancos, dois supermercados grandes, restaurantes e cafés muito lindinhos, lojas variadas e charmosas.
– não tem muito que fazer, mas vale dar uma passada. Se estiver de carro não precisa nem dormir nela.
– fica em Hawkes Bay uma conhecida região de vinhos. Vale fazer os passeios para as vinícolas se for aficionado por vinhos.

Taupo
Cidade um pouco maior cujos atrativos são: ir até o Tongariro National Park para fazer uma trilha famosa e que vai até um lago formado na cratera de um vulcão, Huka Falls, o lago de Taupo que é grande e cercado de montanhas nevadas e ir ver as águas quentes e crateras da lua. Não dá para ficar mais que dois dias. Se você estiver indo para Rotorua deve saber que os spas e atividades termais lá são melhores.

Como chegamos
No nosso flexipass do Intercity para Taupo. Viagem de uma hora, tranquila. Usamos uma hora do passe.

Como saímos
De ônibus Intercity, no nosso flexipass para Rotorua. Foi um mini-ônibus com carrinho extra para bagagem. A viagem é direta e dura apenas uma hora. Tranquila. Custou 1 hora do nosso passe.

Hotel
YHA – quarto ínfimo. Quatro pessoas sem espaço para bagagem ou para andar. Apenas uma tomada, aquecedor suficiente. Banheiros, cozinha e sala de TV só são acessados andando no descoberto o que quer dizer frio. Banheiros suficientes, mas sem muita facilidade para banho. Cozinha equipadíssima e ótima. A vista do lugar para comer é magnífica. Dá para ver o lago e as montanhas. Fica a 1 km da cidade e do ponto de ônibus.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD em dormitório para 4

Passeios
– ver o Lake Taupo que domina a cidade e é o maior lago em superfície da Nova Zelândia
– caminhar pela Country Ave até chegar ao parque das termas onde o rio tem água quente e dá para nadar. Lá não tem lugar para trocar de roupa então é melhor ir já pronto, levar toalha e chinelo.
– antes de chegar as termas tem o lugar onde o pessoal faz bungee
– caminhando mais pela trilha, que é bem sinalizada e fácil, chega-se a Huka Falls. É uma cachoeira de água da montanha, cristalina, verde para azul e com uma vazão de água tremenda. Andando mais tem as Craters of the Moon (Crateras da Lua). Leve água e algo para comer porque dá para caminhar por umas quatro horas (a partir da cidade). São 5 km da cidade até as cachoeiras e mais 1,5 km até as crateras. Se quiser andar muito pode ir até Wairakei Natural Thermal Valley.

Dicas
– cidade cheia de recursos. Tem ATMs de vários bancos, dois supermercados grandes, restaurantes, cafés e lojas de todos os tipos.
– confira antes de ir se você poderá ir até o Tongariro. Dependendo do clima e dos movimentos do vulcão eles cancelam os passeios e você perde a viagem. Foi o que nos aconteceu.

Rotorua
É uma cidade media, com todos os confortos esperados e um cheiro de ovo podre que fica no ar. A cidade é conhecida como cidade enxofre. É um destino turístico para estrangeiros e o povo da terra porque é uma região geotérmica com piscinas de lama quente, gêiseres, nascentes de água quente. Tudo isso porque a cidade fica em cima da caldeira de Rotorua. É imperdível para quem nunca viu tudo isso ou para quem já viu pouco. Tem várias atividades não pagas e muita coisa para ver e lugares para passear. Amamos o lugar.

Como chegamos
De ônibus Intercity, no nosso flexipass. Foi um mini-ônibus com carrinho extra para bagagem. A viagem é direta e dura apenas uma hora. Tranquila. Custou 1 hora do nosso passe.

Como saímos
De ônibus Intercity, no nosso flexipass para Tauranga. A viagem é direta e dura apenas uma hora. Tranquila. Custou 1,5 horas do nosso passe.

Hotel
YHA – hostel muito bom, grande, cozinha grande e limpa, sala de TV pequena e nunca encontramos ninguém. Ficamos em um quarto para quatro, mas ficamos sozinhos. Para quatro o quarto é mínimo sem espaço para malas ou pendurar algo. Poucos banheiros. Equipe ótima. Excelente localização ao lado do parque Kuirau onde ficam as piscinas de água quente e várias atividades termais.
Pagamos US$ 20 / 25 NZD em dormitório para 4

Passeios
– primeiro e mais importante ir até o Kuirau parque com disposição para andar. Tem piscinas termais para colocar os pés na água quente natural, é grátis e fica ao lado da biblioteca. Tem poços de lama borbulhante, lago quentinho que fica coberto de fumaça por causa do encontro entre o ar gelado e a água quentíssima.
– se estiver com vontade de gastar vá até o Polynesian Spa no Government Gardens. Custa NZD 43 para ficar em uma piscina térmica natural.
– ir até a White Island que nós perdemos, mas que dizem é maravilhoso
– visitar o Government Gardens que tem o Polynesean Spa, jardins lindos, mais atividade termal e um prédio lindíssimo que é o museu. Não entramos, mas ver de fora já é tudo de bom.
– pagar NZD 6 dólares ida e volta até o The Redwoods um parque em que plantaram sequoias da Califórnia. Só vá se tiver tempo e quiser caminhar bastante. As vistas não são maravilhosas. Pegue o ônibus até Owhata que te deixa na entrada do parque. A trilha começa a uns 800 metros da parada do ônibus. Pegue o ônibus na Pukuatua St.
– não deixe de ir caminhar pela Lake Front perto da Memorial Drive porque tem várias saídas de vento sulfúrico e dá para escutar a água borbulhando
– caminhar dos Government Gardens até Sulphur Bay onde tem mais atividade termal e um santuário de pássaros. É só ir pelos jardins, beirando o lago e seguindo a trilha já construída e marcada.

Dicas
– se não quiser gastar com o Polynesean Spa tem piscinas no parque Kuirau bem mais baratas. Creio que eram NZD 8 para o dia todo.
– não deixe de andar bastante pelo Government Gardens e pelo parque Kuirau. É tudo grátis e vale a pena.
– não fizemos nenhuma atividade paga em Rotorua mas ainda assim enchemos os nossos dias

Tauranga
Cidade grande para a NZ, sem graça. Fomos até lá porque tivemos a informação errada que o passeio para a While Island saia de lá. Não sai e ficamos presos na cidade por dois dias. Não tem nada para fazer e nenhum grande atrativo. Foi um tropeço.

Como chegamos
De ônibus Intercity, no nosso flexipass vindos de Rotorua. A viagem é direta e dura apenas uma hora. Tranquila. Custou 1,5 horas do nosso passe.

Como saímos
De ônibus Intercity, no nosso flexipass para Coromandel. A viagem não é direta. Paramos em Thames e pegamos outro ônibus até Coromandel. Foram 4,5 horas. Tranquila. Custou 4,5 horas do nosso passe.

Hotel
YHA – mal localizado, longe da cidade, escondido, cozinha horrível e suja, banheiro normal, muito barulhento com muitos residentes (residentes são pessoas que ficam por longos períodos porque estão trabalhando no país, isso torna o albergue meio desvirtuado, mais barulhento porque acordam cedo para ir trabalhar, ocupam muito espaço porque quando chegam do serviço não fazem mais nada além de ocupar TV e wi-fi). Não gostamos muito. Equipe boa no atendimento.
Pagamos US$ 47 / 58, 5NZD quarto duplo com banheiro compartilhado

Passeios
– ir até o Mount Maunganui que fica a uma distância considerável da cidade e tem que ir de ônibus. Pegar o ônibus em frente ao i-Site no centro, ônibus número 1 ou 3 para o monte por NZD 6 ida e volta. O ônibus para aos pés do monte, a subida é íngreme e a vista é linda. No caminho algumas ovelhas pastando. A cidade ao redor do monte é muito graciosa.

Dicas
– não vá para a cidade.

Coromandel
Fica na península de Coromandel que é uma região muito bonita e muito turística. Foi outro tropeço nosso que achamos que Coromandel que todos falavam era a cidade e não a região. Fique em Whitianga que é muito mais cidade. Coromandel não tem nada.

Como chegamos
De ônibus Intercity, no nosso flexipass de Tauranga. A viagem não é direta. Paramos em Thames e pegamos outro ônibus até Coromandel. Foram 4,5 horas. Tranquila. Custou 4,5 horas do nosso passe.

Como saímos
De ônibus Intercity até Thames, pago separado e de lá outro até Auckland no nosso passe. De Coromandel até Thames pagamos NZD 16 e de Thames foi no passe, duas horas. Viagem boa e tranquila.

Hotel
YHA – hotel pequeno, apenas 20 lugares, poucos banheiros, muito barulhento, aquecedor no quarto, mas para ir ao banheiro, cozinha e sala de TV tudo no aberto e no frio. Não tem wi-fi para sócios, atendimento bem abaixo dos outros e não reservou ônibus para nós. Cozinha pequena com apenas uma pia e dois fogões.
Pagamos US$ 45 / 56 NZD por quarto duplo sem banheiro

Passeios
– andar pela cidade para ver algumas casas bonitas e o mar

Dicas
– vá apenas se estiver de carro e puder ir passear em outros lugares e praias. Não tem nada para fazer além de descansar.
– o melhor da região de Coromandel é ficar em Whitianga. Dali é mais fácil ir para as duas maiores atrações que são a Hot Water Beach (praia de águas quentes e que sai fumaça da areia) e Cathedral Cove.

Auckland
Cidade grande, sem muitos atrativos. Viemos porque nosso voo sai daqui. Dá para fazer tudo o que tem aqui em dois dias. Tem muitos morros porque é uma cidade em cima dee vulcões e é cansativo andar a pé.

Como chegamos
De ônibus Intercity até Thames, pago separado e de lá outro até Auckland no nosso passe. De Coromandel até Thames pagamos NZD 16 e de Thames foi no passe, duas horas. Viagem boa e tranquila. Chegamos a Auckland ao meio dia, caminhamos até o YHA.

Como saímos
De avião para Papeete, Polinésia Francesa

Hotel
YHA City – ficamos nesse porque o International estava lotado. Não gostamos. Cozinha enorme, mas sempre imunda e sem equipamento básico. Sem aquecimento, frio demais e para chegar tem que encarar duas ruas de subida que desanimam qualquer um. Bem localizado apenas para ir a pé até o Mt Eden para o resto não. Fica bem abaixo dos padrões do YHA. Não recomendo.
Pagamos US$ 41 / 52,20 NZD para quarto duplo sem banheiro

Passeios
– pegar o ferry até Rangitoto que é uma ilha vulcânica. Desabitada, muito diferente. Vale para quem nunca viu uma ilha assim. A subida até a cratera do vulcão é de 2,5 km. Íngreme. A vista é muito bonita, quando o ferry sai de Auckland a vista da cidade é linda e do alto de Rangitoto também. O ferry cysta US$ 22 / NZD 28
– ir de ferry até Devonport que é um subúrbio de Auckland do outro lado do Porto Waitemata. O lugar é bonito, cheio de casas históricas e tem mais dois morros para subir: Mt Victoria e North Head. Ferry custa US$ 9 /NZD 11.
– caminhar até o Mt Eden, em Auckland, que é um vulcão extinto. Dá para ver a enorme cratera, tirar fotos ótimas e ver a cidade em 360º. Vale o passeio.

Dicas
– cidade grande e sem charme. Fique o mínimo possível

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