Queenstown – frio, neve, beleza

Essa é Queenstown
Essa é Queenstown

Esperando o voo para a Nova Zelândia no aeroporto fomos invadidos por uma excursão de chineses todos vestidos de amarelo. Eu sai para ir ao banheiro e deixei o Carlos sozinho. Quando voltei olha a situação.

Carlos rodeado pelos chineses bananas no aeroporto de Sidnei
Carlos rodeado pelos chineses bananas no aeroporto de Sidnei

Depois de mais um voo chatinho da Qantas (finalmente o último deles) de apenas três horas, chegamos à Nova Zelândia embaixo de neve. A NZ nos recebeu bem, mas com um interrogatório grande: porque estão aqui, quanto tempo ficam, tem passagem para sair daqui, vão viajar por terra ou por ar, e por ai foram. Tudo respondido, recebemos nosso visto. Segunda parte, alfândega. Avisaram-nos que era para colocar tudo o que fosse de comida em apenas uma sacola e declarar tudo. Melhor declarar demais que esquecer e pagar multa. E como vocês sabem, ainda carregamos a Drogaria São Paulo conosco. A pergunta sobre remédios está junto com a de drogas: “Você está trazendo algum remédio ou droga ilícita?”. Tivemos que dizer sim porque temos remédios. Assim fizemos e passamos pelo segundo interrogatório e mais uma revista minuciosa onde tive que abrir a mala e mostrar até os sabõezinhos de hotel. Que vexame. O moço perguntou por que eu tinha tantos, se eu tinha mania de limpeza. Pode? Mas entramos. Eu sei que é vergonhoso carregar comida de um país para o outro, mas com orçamento curto e preços padrão Brasil, não tive coragem de jogar fora toda a comida que eu tinha na Austrália. Principalmente café e chocolate.

Minha sacola de comida que passou pelo controle de bio-segurança
Minha sacola de comida que passou pelo controle de bio-segurança

Chegamos e tratamos de pegar o ônibus do aeroporto para a cidade. Pedimos ao motorista para nos avisar quando chegasse ao ponto mais próximo do albergue e ele disse: é na cidade. Eu disse, mas o senhor pode avisar. Ele disse: quando chegar à cidade, vocês verão que é uma cidade e aí é só descer. Não gostei, mas quando chegamos entendi. Só tem um ponto na cidade. Chegando é só descer. Caminhar embaixo de neve e frio por mais um quilômetro e chegamos ao quentinho, aquecido e maravilhoso albergue com vista para e de frente ao lago. Como companheiras de quarto duas canadenses que saíram no dia seguinte. No outro dia chegaram dois irlandeses que eu nem conheci. No outro dia tivemos que sair porque só reservamos duas noites e não tinham mais lugar para nós. Chegamos durante as férias escolares e na estação de esqui. Cidade cheia de turistas e sem lugar nos albergues. Tivemos que ir para o albergue YHA do centro, melhor localizado, mas caminhamos com as mochilas de novo para voltar.
Em Queenstown fizemos o passeio imperdível que é Milford Sound que eles chamam de terra dos fiordes, andamos pela cidade, decidimos como íamos viajar pela NZ, decidimos o roteiro, compramos nosso passe de ônibus seguindo os conselhos de uma inglesa debilóide que era recepcionista do YHA e partimos para Franz Josef para ver o glacial. Se você esquia é uma cidade para ficar um tempo apesar de ser uma das mais caras do país. Cada dia de esqui custa mais ou menos US$ 400 entre entrada e equipamento. Creio que é melhor esquiar em Las Lenas.
Mas a cidade é linda. Como primeiro contato com a NZ já começamos a imaginar que íamos gostar muito porque a natureza foi generosa com o país. Com a mesma mão que dá tira: eles têm terremotos e vulcões.

Outras vistas da cidade:

Perrengue:
Quando mudamos para o YHA Central porque não tinha lugar no em frente ao lago, mudamos apenas para dormir uma noite porque o ônibus saia no dia seguinte para Franz Josef bem cedinho. Nosso quarto estava uma australiana que parecia uma americana de tão pernóstica e que dormiu logo, roncou igual a um lenhador a noite toda e mais não perturbou. Na cama embaixo do Carlos tinha uma menina (percebemos pelas calcinhas mínimas pretas rendadas penduradas na beira da cama). Exatamente à 01h45min da manhã entra a própria no quarto, acompanhada de um homem, os dois tiraram a roupa toda, entraram na cama de baixo do beliche e começou o rala e rola. Eu estou pouco ai para o que cada um faz em sua cama (apesar de achar que dormitório de albergue não é motel), mas o cara não era do quarto. Nem sei se estava no hotel. Isso para nós brasileiros é problema na certa. Como dormir pensando que o moço podia levar nossas coisas, matar a menina ou a nós mesmos. O Carlos levantou e foi até a portaria. Eles queriam expulsar o homem, mas pedimos que não. Ficamos com medo de a loira tarada retaliar. Eles assustaram, pararam de fazer barulho e dormiram juntos até de manhã. Eu dormi abraçada a mochila cheia de documentos, dinheiro e computador. Isso depois das 3 da manhã. Noite complicada. Acordamos os dois estavam lá ainda. Ainda a ouvi reclamando: se a gente estivesse em outro quarto não teria problema. Fomos embora e não sabemos o que rolou. Foi nosso primeiro problema do tipo. Sabemos que rola sexo, orgia e outros que tais, mas até agora só vimos isso.

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