Wellington – tudo o que São Paulo deveria ser

Wellington vista de cima do Mt. Victoria
Wellington vista de cima do Mt. Victoria

The nicest small capital in the world (a menor e mais agradável capital do mundo) – isso é o que está escrito por todos os lados.
Wellington é a capital da NZ e uma semana antes sofreu um terremoto de 6.4. Depois do terremoto foram vários tremores e eu estava angustiada de ir para um lugar do tipo. Mesmo porque um pouco antes vimos os estragos de Christchurch. Depois de conversar com pessoas que estavam em Wellington e esperar mais um dia em Kaikoura decidimos que não tinha outro jeito. Da ilha sul para a ilha norte o único caminho por terra é Wellington que é a porta de entrada para a ilha norte. A outra opção era voar e isso não cabia no nosso orçamento.
Saímos de Kaikoura pela manhã com uma menina inglesa chamada Victoria. Ir de Kaikoura a Wellington foi cansativo, bonito e diferente. Tem que ir até Picton, pegar um ferry de três horas até Wellington. O ferry é enorme e o caminho é lindo. Vi golfinhos nadando e saltando pelo caminho, vimos paisagens lindas (isso está ficando repetitivo na NZ) e chegamos muito bem. O hostel estava reservado, mas chegar até ele seria complicado se a Victoria não tivesse já um transporte esperando por ela que nos levou também por uma quantia módica (dez dólares os dois).

Como sempre chegamos, nos instalamos, fizemos reconhecimento do hostel, fomos ao supermercado, comemos e dormimos. Dia seguinte a passear. Fomos subir o monte Victoria de onde se avista toda a cidade e é possível se localizar. É uma subida íngreme e cansativa, mas a vista é bonita e vale a pena para ver e entender onde e como está a cidade. Wellington é a segunda cidade mais populosa da NZ e fica entre o estreito de Cook e uma cadeia de montanhas.

Finalmente carne com legumes e refrigerante genérico
Finalmente carne com legumes e refrigerante genérico

À tarde fomos conhecer o famoso Museu Te Papa. Estamos cansados de museus e ainda assim esse adoramos. Gostamos tanto que estivemos lá por três tardes. Anoitece muito cedo nessa época de inverno na NZ e depois de andar o dia todo, lá pelas quatro e meia a gente ia para o museu que fecha às 18:00. Infelizmente não deu tempo de ver tudo. O museu é um encanto. Primeiro fomos ficar menos ignorantes e ler o Tratado de Watangi que é um tratado celebrado entre a coroa inglesa e os maoris e que foi a base da criação do país. Nem vamos falar que os ingleses passaram a perna nos maoris. Até hoje tentam se redimir e os maoris tiram proveito disso. Além disso, têm explicações e demonstrações práticas de terremotos, vulcões, águas termais, tem arte, coleções doadas, como foi a imigração no país (muito interessante), um restaurante lindo e muita história.

Dia seguinte fazer o outro passeio turístico imperdível em Wellington: subir a montanha em trenzinho e descer caminhando pelo Jardim Botânico. Chegar pontualmente ao Parlamento às 13:00 para participar de um tour guiado por dentro do prédio do Parlamento, dos Ministérios e da Biblioteca. É fantástico como no exterior conhecemos mais do que no nosso país. Além de passar pelo raio-X e pelo detector de metais não tivemos que fazer mais nada para poder entrar nos prédios do governo. Segurança mínima e acesso máximo. Entramos até na sala onde se reúnem o primeiro ministro com todos os parlamentares. A NZ não tem senado. Grande economia, eles desmancharam o senado justamente para economizar. Que inveja. Também nos mostraram como a estrutura do Parlamento foi reforçada para aguentar os terremotos e vimos que passou no teste.

Comemos nossos sanduíches sentados em frente ao Beehive (colmeia em inglês que é o nome que eles dão ao parlamento por causa da aparência) e aí fomos caminhar pela cidade de volta para o Te Papa, o museu. No caminho pudemos entrar na Suprema Corte que antes era A Alta Corte e foi restaurada e reformada. É linda por fora e é mais linda ainda por dentro. Fomos apresentados pela secretária da Suprema Corte em pessoa, uma senhora educadíssima que respondeu todas as nossas perguntas sobre o lugar e a corte. E entramos sem passar por segurança. Andamos pela Lambton Quay que é a rua das compras, das lojas de departamentos. Também andamos até a Rua Cuba que é o ponto de agito da noite na capital. No dia seguinte fomos conhecer o Museu de Wellington. Pena que deixamos pouco tempo porque o museu é ótimo. Como fica no antigo prédio das docas eles montaram como tal.

Não sabíamos então que Wellington é a melhor cidade da ilha norte, que de resto é meio sem gracinha, e fomos para Napier. Realmente a cidade merece tempo e passear por ela é um prazer. É a cidade que São Paulo deveria ser: bom transporte, pouca gente, sem rush, limpa, calçadas largas e contínuas, gente simpática, fria mas sem chuva e segura. Saímos de manhã cedo, ainda sem amanhecer, pegamos um ônibus que passou no horário devido e fomos para a rodoviária. Tudo perfeito, tudo certinho.

Um comentário sobre “Wellington – tudo o que São Paulo deveria ser

  1. Wilde A Campos

    Se São Paulo fosse como Wellington, poderíamos afirmar não só que Deus é brasileiro, mas que ele realmente vive aqui. Só a hora do rush de Wellington já é um acontecimento fantástico. Bjs.

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