Napier e Taupo – duas cidades simples e bonitas

Napier – a cidade art deco

A wave in time – um aceno no tempo. Estátua em bronze da filha do arquiteto que reconstruiu a cidade depois do terremoto.
A wave in time – um aceno no tempo. Estátua em bronze da filha do arquiteto que reconstruiu a cidade depois do terremoto.

Depois de ver as belezas de Wellington rumamos para Napier que é uma cidade pequena de mais ou menos 60.000 habitantes e na beira do mar. A cidade é um porto localizado na região de Hawkes´s Bay e pertinho de outra cidade muito movimentada chamada Hastings. As duas são grandes atrativos para quem curte vinho porque é uma região vinícola cheia de fazendas para ir visitar e degustar e produz vinhos a mais de 100 anos. Creio que são cerca de 100 vinhedos e vinícolas pela região. Na NZ, 80% dos merlot, cabernet sauvignon e syrah são feitos na região.
Conta a lenda que Maui, um dos mais importantes deuses na mitologia maori, pescou a Ilha Norte da NZ. O anzol que ele usou para fazer essa pescaria virou o cabo que forma Hawke´s Bay. O porto é um ou o mais movimentado da NZ. Exportam lã, carne, frutas e madeira. Ficamos surpresos em ver tanta madeira no porto. Também tem um aeroporto na cidade e faz dela o centro da região. Mas o que nos interessou mais foi que disseram que a cidade era toda bonitinha e reconstruída em estilo arquitetônico art deco.
Em 1931 eles tiveram um terremoto que colocou todo o centro da cidade abaixo. No tremor e nos incêndios que se seguiram morreram 256 pessoas. Parte da cidade que existe agora estava embaixo d´água antes do terremoto. Depois do terremoto, reconstruíram todo o centro no estilo Art Deco (estilo Miami Beach) e hoje virou um Patrimônio Histórico da Humanidade.
Todo mundo ama a cidadezinha e todos nos recomendaram. Ficamos duas noites e um dia e meio. Como não queríamos gastar em passeios a vinhedos, passeamos pela cidade e pelo monte Bluff de onde se avista toda a cidade. Gostamos e vale a pena se você tem tempo. Não é nada fenomenal. Chegamos meio dia de um dia e partimos no dia seguinte a tarde. Ficamos num albergue YHA muito gracinha que é anterior e resistiu ao terremoto. Com vista para o mar.

Foi uma passagem rápida e agradável. Almoçamos nossos famosos sanduíches de queijo em frente ao mar. Outro ônibus e chegamos a Taupo.

Taupo – o lago

A maior atração turística de Taupo: Huka Falls
A maior atração turística de Taupo: Huka Falls

Taupo é outra cidade pequena, 25.000 habitantes, bem arrumada e com direito a tudo o que precisamos: ATMs, supermercado, YHA e atrações turísticas. Ficamos num albergue YHA um pouco longe do centro, difícil chegar com mochilas, mas com uma vista do lago espetacular. E no caminho para as Huka Falls.

Nossa motivação para ir até Taupo era fazer a Tongariro Alpine Crossing que é uma caminhada enorme pelo Tongariro National Park que tem paisagens de deserto alpino e três vulcões que ainda soltam fumaça. Queria ver as crateras e os lagos de cores lindas que as fotos mostram. Infelizmente cancelaram o passeio porque a região passava por terremotos e eles achavam que ia ter alguma erupção podendo colocar em risco os turistas. Já que não deu para fazer isso nos contentamos em ver o maior lago da NZ, Lake Taupo, que também está na caldeira de um vulcão que entrou em erupção 300 mil anos atrás. Desse lago de águas geladas nasce o maior rio da NZ chamado Waikato e que é o mesmo rio que tem as Huka Falls e vai até Auckland. Sendo centro de atividades vulcânicas também tem atividade geotérmica, termas de águas quentes, piscinas de lama quente e rios de água quente. Fizemos a trilha do hostel até a cachoeira, andamos muitíssimo, nessa altura já estamos cansados de tanta trilha já que a NZ é muito disso, mas atração turística é atração turística, a gente tem que ir. Caminhamos umas seis horas ida e volta. A cachoeira é linda e no caminho tem os rios de água quente, quente mesmo. Não tem lugar para trocar de roupa, mas dá para nadar no quentinho. A cidade tem muitos esportes radicais e spas. Como daqui vamos para Rotorua deixamos para ir nas termas lá.

Como sempre, a câmera não consegue dar a noção do que é esse lugar então fiz um filme:

Depois de andar tanto passamos no supermercado, decidimos fazer um splash e comprar um vinho e fomos direto para o hostel para fazer jantar, conversamos com um brasileiro que estava por lá com uma excursão da escola dele de Michigan.

Excelente maneira de encerrar Taupo e partir para a tão falada Rotorua, a cidade que cheira mal e que fica há apenas uma hora daqui.

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