Auckland – nossa despedida da Oceania

Auckland vista do Mt Victoria em Devonport
Auckland vista do Mt Victoria em Devonport

Depois daqueles erros em Napier e Tauranga, achamos que chegar a Auckland nos salvaria da despedida melancólica da NZ. Nos enganamos. Auckland é uma cidade grande, organizada como todas por aqui, transporte público bom, tem até um ônibus mais barato para turistas, mas é completamente sem graça. Não tem o charme geladinho de Queenstown, não tem a cultura e as coisas interessantes de Wellington e não tem nenhuma atração turística grandiosa além da cratera do Mount Eden. É uma cidade para chegar, pegar o avião e ir embora. Como sempre queremos trabalhar na segurança porque não podemos perder os voos, chegamos cinco dias antes de embarcar para a Polinésia. Um dia choveu, no outro fomos conhecer Devonport, depois fomos até o Mt. Rangitoto. No hostel, conhecemos um uruguaio chamado Ignacio que nos falou sobre a cratera do vulcão do Mount Eden e então fomos lá ver. Depois foi arrumar tudo, pesquisar as opções em Papeete para o caso de a Caroline, nossa amiga taitiana que iria nos buscar e hospedar, ter algum problema, fazer lavanderia completa, gastar os últimos dólares da NZ, marcar o táxi e descansar um pouco. Tentamos encontrar a Diana que estava em Auckland, mas não foi possível porque estava muito frio e sair à noite com horário de ônibus restrito é difícil. No entanto encontrei a minha segunda pessoa eslovena da vida. O primeiro foi um garoto super legal que encontramos em Hervey Bay na Austrália e agora essa. Com uma população de dois milhões de pessoas creio que consegui um milagre de encontrar dois no mundo. Também tivemos tempo para perceber a quantidade de orientais na cidade. Talvez porque ficamos em Chinatown era andar e ver lojas, letreiros, comida, etc. tudo em alguma língua asiática. Inclusive nos avisos de não sujar, não cuspir nas ruas e no aeroporto na saída.

Esperamos passar a chuva de domingo, pesquisamos o que fazer na cidade e segunda seguimos de ferry para Devonport que é uma parte de Auckland, eu diria um bairro que eles chamam de vila com vistas lindas para o porto e para o centro da cidade. E foi embaixo de chuva fortíssima com direito a sacolejos do ferry. Parou um pouco depois de chegarmos. A vila data de 1800. Aquele famoso navegador Sir Peter Blake que foi assassinado no Amazonas também é daqui. Passamos o dia lá, subimos dois morros: Mt. Victoria e North Head, visitamos o museu náutico (fica em Auckland a base naval da NZ – Royal New Zealand Navy) e comemos nosso famigerado sanduíche de pão com queijo. North Head fica na entrada do porto Waitemata e do golfo de Hauraki e por isso foi um ponto importante de observação de defesa primeiro para os Maoris e depois para os ingleses. Caminhamos pelo King Edward Parade que é a rua que margeia a praia e voltamos ao entardecer vendo o por do sol na baia.

No dia seguinte fomos novamente de ferry para Rangitoto que é uma ilha vulcânica no golfo de Hauraki e que é bem visível a partir de Auckland e Devonport. É uma ilha em formato de cone, com 5.5 km de largura e com 260 m de alto. Rangitoto em maori quer dizer céu sangrento e a ilha é o mais novo e maior dos 50 vulcões da cidade. Não tem nada na ilha, ninguém mora lá (creio que tem algumas poucas casas) e o que se tem para fazer é uma trilha de 5 km morro acima pelos caminhos cheios de lavas em diferentes formações. Chegando lá em cima a gente tem uma vista 360 graus de Auckland. E na descida ainda é possível ver cavernas formadas por tubos de lava. Passeio interessante, cansativo, mas depois na volta com 30 minutos de ferry dá para relaxar.

E no dia de ir embora fomos ver o Mount Eden que é um cone vulcânico com uma cratera cheia de grama e que é o ponto mais alto da cidade. A vista é bonita e é um ponto turístico imperdível. Do alto dá para ver toda a cidade e os outros vulcões. Até que foi uma despedida bonita desse país maravilhoso que é a NZ para o qual gostaríamos de voltar onde tudo funciona, as pessoas são educadas e a natureza é generosa.

Antes de ir tivemos que organizar tudo, fazer uma sacola com todas as nossas coisas de cozinha e deixar para nosso amigo uruguaio, aproveitar o hostel já que ficamos em um quarto só para nós e arrumar a mochila para viagem que é sempre uma arrumação especial quando é avião. Temos que guardar os cortantes, líquidos e ver que não fique nada que possa estragar nossas queridas mochilas. Tudo pronto foi se mandar para o aeroporto sorrindo porque o próximo destino seria a Polinésia Francesa – ponto alto da viagem.

Um comentário sobre “Auckland – nossa despedida da Oceania

  1. Anônimo

    O que sempre chama a atenção nas fotos da N.Zelândia é a falta da presença de pessoas, a falta de trânsito, a calmaria do lugar, a limpeza reinante em todos os locais, a pintura sempre nova das casas e edifícios, onde até os telhados são limpos, dando-nos a impressão de que foram recém construídos. A cratera do vulcão coberta de grama é de uma beleza impar, e transmite-nos um sentimento da presença de Deus, como se estivéssemos num templo, mesmo que distantes e somente olhando as fotos. Simplesmente maravilhoso! Bjs a vcs que tiveram a bondade de dividir tantas belezas e emoções conosco.

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