Angkor Wat – um espetáculo de arquitetura, glória e natureza

Nós sentados em frente a entrada de Angkor
Nós sentados em frente a entrada de Angkor
Carlos no Preah Khan – complexo monástico enorme e tomado pela natureza
Carlos no Preah Khan – complexo monástico enorme e tomado pela natureza
Crianças cambojanas em frente ao Ta Som em foto clássica
Crianças cambojanas em frente ao Ta Som em foto clássica

Já em Siem Reap arrumamos um tuk-tuk para nos levar, nós três (Carlos, eu e Jill) para Angkor. Angkor fica a cinco quilômetros de Siem Reap, mas não é apenas isso. Andar dentro do parque para ver todos os templos requer preparo físico de atleta. Alguns fazem isso a pé mesmo ou de bicicleta. Calor terrível, humidade alta, litros e mais litros de água, visita só podia durar dois dias para nós, achamos melhor pagar nosso motorista pelo dia todo de forma que ele nos levaria de um templo a outro de tuk-tuk. Menos cansativo e mais proveitoso. Nosso motorista muito experiente soube nos dar um tour completo, começando pelo melhor jeito de entrar no parque sem enfrentar grandes filas. Agora vamos explicar o que é Angkor. Angkor Wat faz parte do complexo de templos construídos na zona de Angkor, a antiga capital do Império Khmer durante a sua época de esplendor, entre os séculos IX e XV. Angkor abrange uma extensão em torno dos 200 km². Angkor quer dizer Capital ou Cidade Sagrada. Khmer é o grupo etnico dominante no país. As ruínas mostram o que foi o ápice da arquitetura, arte e civilização Khmer. No auge da sua existência a capital tinha mais de um milhão de pessoas e os reis do império construíram templos grandiosos e dominaram o Camboja, Tailândia, Laos e Vienã. Angkor é o principal símbolo do país. O desenho do templo está no centro da bandeira nacional azul e vermelha. O perfil do conjunto, com suas torres, estavam presentes até mesmo na bandeira vermelha revolucionária dos regimes comunistas de 1975 a 1989.


O orgulho que os cambojanos sentem pela majestosa construção tem fundamento. Na época de sua construção, antes de 1150, a Europa vivia um período medieval obscuro e nenhum castelo ou templo no Ocidente chegava aos pés do que era Angkor. O Camboja passou por inúmeros problemas políticos e pelo infame regime do Khmer vermelho de Pol Pot que exterminou 1/5 da população do país e durante todo esse tempo as pedras de Angkor Wat, tomadas pela vegetação, não foram cuidadas pelo governo. Depois da redemocratização do país, a UNESCO declarou o lugar como Patrimônio Mundial em 1992, começaram as restaurações com ajuda de instituições alemãs, francesas e japonesas para recuperar as ruínas. Durante os próximos vinte anos, Angkor Wat passou de um lugar misterioso tomado pela floresta a uma das atrações turísticas mais importantes da Ásia e um dos nossos principais destinos na Ásia. É tão fantástico quanto o Taj Mahal na Índia. Hoje, quase dois milhões de visitantes chegam ao vilarejo de Siem Reap para descobrir as estruturas maravilhosas de um complexo de centenas de templos e pagodas que se espalham por essa área toda. Angkor Wat é o principal templo do complexo. Rodeado por uma muralha de 3,6 km de extensão, Angkor é considerado o maior monumento religioso do mundo e um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo. Pesquisadores concluíram que existem mais pedras aqui – e mais elaboradas – do que nas Grandes Pirâmides do Egito. Angkor Wat, o maior e mais bem preservado templo dos que integram o assentamento de Angkor, É também o único que restou com importante significado religioso – inicialmente hindu e dedicado a Vishnu, no século seguinte virou budista e até hoje é um local de veneração e sempre há alguns monges budistas, com suas vestes laranjas, andarilhando pela região.

Os detalhes da decoração impressionam. Chama atenção a presença de mais de três mil esculturas nas paredes mostrando as apsaras. Cada uma destas ninfas celestiais possui um desenho particular, mas todas apresentam traços em comum: pulseiras, braceletes e colares requintados, uma cintura bem desenhada e seios redondos e perfeitos. Pesquisadores identificaram 37 penteados diferentes. E esculturas mostrando cenas do cotidiano, cenas de guerra que contam a história do império e das vitórias.

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Por tudo isso amamos o país, o lugar e, como sempre, não conseguimos escolher as fotos mais bonitas para mostrar e mais difícil ainda lembrar qual lugar é qual então perdoem os erros na identificação de alguns templos / ruínas.

Angkor Thom – é uma cidade real (de realeza) de 3km2 e foi a última capital do império angkoriano. Tem cinco portões de entrada. Um para cada ponto cardeal e um que é o portão da vitória. Cada portão tem quatro faces gigantes. O templo Bayon, que fica dentro de Angkor Thom é um dos cartões postais do lugar. Foi nosso primeiro local visitado e ficamos estupefatos. São 37 torres, a maioria com quatro faces esculpidas. Construída no decorrer de um século de diferentes arquiteturas.

Ainda dentro dos 3 km² de Angkor Thom fica Baphuon grande templo em forma de montanha e que foi restaurado recentemente. Os arqueólogos desmontaram os templos e durante a guerra os registros foram perdidos então teve que ser restaurado como um imenso quebracabeça. A religião do templo é hindu.

Ta Keo não é muito decorado e foi dedicado a deusa Shiva, templo hindu, fica no caminho para o Ta Prohm. É um templo em formato de montanha e construído inteiro em arenito.

Ta Keo
Ta Keo

E aí chegamos a Ta Prohm, outro cartão postal de Angkor. É um templo budista que foi tomado pela selva e é isso que faz a beleza do lugar. É um dos lugares mais fotografados e visitados porque as figueiras enormes cresceram sobre e ao redor das pedras. No seu tempo era um dos templos mais ricos cheio de jóias e ouro.

Banteay Kdey se espalhando meio que sem restauração é um complexo monástico budista. Foi construído usando um tipo de pedra inferior e com técnicas inferiores de construção e hoje está deteriorado (mas lindo). Nunca acharam a pedra fundamental onde fica escrito a quem o templo foi dedicado, mas tem várias estátuas de Buda vandalizadas (sem cabeça).

Angkor Wat é de tirar o folego. Não importa o ponto de vista que a gente tenha dele, se artístico ou de arquitetura, é de parar o coração a primeira vista do lugar. É uma piramide enorme de três camadas e 65 metros de altura. É um templo montanha construído por Suryavarman II no meio do século 12 para ser seu templo funerário. O muro mede 1.300 por 1.500 metros e cercado por um fosso / lago. Só nele tem 2.000 apsaras esculpidas. Quando você atravessa o portão e dá a primeira espiada fica em estado de bobo. Foi tanto que tiramos poucas fotos.

Preah Khan que serviu como templo budista e escola aonde chegaram a morar 1000 monges e é um lugar para ficar o dia inteirinho tirando fotos. Quando veio a dominanção hindu alguns Budas foram vandalizados também. É um dos únicos exemplos onde tem colunas redondas e acreditam que é de um período posterior. O rei morava aqui enquanto sua casa era reformada. Simplinho, né?

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Neak Pean que é um pequeno templo em uma ilha e o templo fica entre oito piscinas e a frente dele fica de frente para a estátua do cavalo Balaha que salva marinheiros afogados. O templo era usado para reservar água e acreditavam que sua água tinha propriedades curativas.

Ta Som outro templo budista, menor nem por isso menos pitoresco. Tem a enorme árvore que cresce no portão e o destrói e torna o lugar um dos mais fotografados e cheios. Fica longe dos outros templos e ainda está bem conservado. É uma visão.

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E depois de dois dias calorentos, úmidos, cansativos de grandes caminhadas que nos deixou esgotados voltamos empoeirados e sujos para Siem Reap. Banho, restaurante, levamos a Jill para conhecer nosso restaurante, comemos bem e fomos dormir. Dia seguinte logo cedo partir de ônibus para Phnom Penh deixando para trás mais um sonho realizado, mais uma maravilha da humanidade vista e a parte alegre do Camboja. Faltaram inúmeros templos, faltou tempo. Agora revendo tudo isso nem consigo acreditar que um dia estive lá e vi tudo isso.

Cenas de Angkor

Um comentário sobre “Angkor Wat – um espetáculo de arquitetura, glória e natureza

  1. Anônimo

    É mesmo de de tirar o fôlego. Parece que o homem tentou invadir a floresta, mas foi dominado por ela e pelo tempo, ficando tudo tão bem integrado que nem o melhor dos engenheiros conseguiria obras tão incríveis. Maravilhoso de se ver.

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