Informações práticas – Camboja

O Camboja para nós foi uma grata surpresa. Tínhamos pouca informação além de que atravessar a fronteira seria complicado por conta da corrupção, que veríamos Angkor Wat e que a moeda era dólar. Também sabíamos que seriam apenas alguns dias no país porque dedicamos pouco tempo para o sudeste asiático e o Vietnã estava logo ali esperando. Camboja é um país pequeno do sudeste asiático, fez parte da Indochina, foi colonizado pelos franceses, foi protetorado da França até 1953, tem 15 milhões de habitantes e foi a terra do infame Khmer Rouge que durou até 1993. Falam a língua Khmer. É uma monarquia constitucional com um rei, mas nunca vi fotos dele. É um país budista, monges e templos por todos os lados. Um lugar lindíssimo, limpo, de gente trabalhadora e tranquila.

Moeda
Riel
Na data (04/2013): US$ 1 compra 4.000 Riels
Ninguém usa a moeda, usam dólares, as ATMs dispensam dólares. Riel só para troco.

Eletricidade
220V-230V / 50 Hz
Tomadas padrão americano com dois pinos chatos e terra. Não tivemos problemas.

Comida
Amamos a comida local. Não tivemos qualquer problema de saúde com a comida. Os restaurantes são bem arrumados, limpos, excelente apresentação, serviço de primeira e a comida é ótima. A comida é diferente com muito peixe e frango e muito saborosa. Passamos por duas cidades turísticas e ainda assim era barato e bom. Por US$ 9 comíamos os dois com cerveja. Jantamos fora todos os dias. Existem supermercados e também não são caros (veja planilha de gastos).

Transporte nas cidades
Nas duas cidades que fomos andamos a pé, porque não são cidades grandes ou de tuk-tuk que são bem em conta. Combinamos o preço antes de entrar e dai para frente cumpriram o combinado todas as vezes. Os dois motoristas que usamos em Siem Reap e Phnom Penh foram extremamente confiáveis. Hora marcada, estavam lá.

Dicas
– chegar por avião no Camboja é mais tranquilo porque a imigração fica mais fácil. Assim todos nos disseram.

Segurança
Não tivemos nenhum problema. O que foi combinado com os motodups (transporte) foi cumprido. Saímos a noite nas cidades e não vimos nada que precisasse de atenção.

Siem Reap
É a entrada para Angkor Wat. É uma cidade pequena, mas com tudo que precisamos: ATMs, supermercados, fartura de transporte, transporte para a capital. A cidade é graciosa, tem mercados locais, tem o mercado noturno, fartura de hotéis, restaurantes típicos e internacionais e bares. A vida noturna é agitada nos bares. O pessoal é muito educado e simpático.

Como chegamos
De ônibus, vindos de Don Det (4.000 ilhas). Fizemos a fronteira por terra, pagamos US$ 30 e chegamos à estação Chong Kov Sou (creio que uns 2 km da cidade). Não pagamos o tuk-tuk porque o hotel pagou. Os preços não passam de US$ 2 para ir até a cidade.

Como saímos
De ônibus para Phnom Penh comprado na
Neak Tour
N. 57, Old Market, SangkatSvayDangkum, Siem Reap City Siem Reap
Fone: +855-63 964 924
email: neaktour@yahoo.com
Ônibus bom, mas atrasaram uma hora, pararam para pegar inúmeras pessoas pelo caminho e deixar. Levaram no bagageiro 4 motos e foi difícil tirar a bagagem.
Pegaram-nos no hotel e nos deixaram no centro de Phnom Penh.
Pagamos U$ 8

Hotel
Ponloue Angkor Siem Reap Villa
www.ponloueangkor.com
Sivatha Road – em frente ao Siem Reap River
O hotel tem localização excelente, perto do Mercado Antigo e da Pub Street – 200 mts. Nosso quarto não tinha janelas e cheirava a mofo. TV a cabo com canais em inglês, mini bar e ar condicionado. O banheiro era molhado (quer dizer que quando você toma banho fica tudo molhado) e com água quente. O wi-fi não funcionava de maneira adequada, vivia caindo, mas era possível usar. Limpavam os quartos todo dia e trocavam as toalhas. No geral o hotel era bem limpo. Tinha toalhas, sabonete, shampoo e café da manhã bem simples com café, chá, meia baguete com geleia ou omelete. Nos pegaram gratuitamente na estação de ônibus mas como chegamos meia noite tivemos que aceitar um preço superior ao que cobram normalmente pelo quarto.
A equipe não era muito simpática e não compramos nada no hotel porque tudo era muito mais caro (tour, ônibus, tuk-tuk). Não conseguimos nenhuma ajuda com informações turísticas. Ficamos em um quarto duplo com banheiro.
Pagamos US$ 20. Vimos melhores opções e mais baratas pela redondeza.

Passeios
Angkor Wat – é o que todos vão fazer em Siem Reap então é imperdível. Tem ingressos para um, dois ou três dias comprados na entrada do parque. Achamos que dois dias foram suficientes a menos que você entenda muito do assunto e tenha interesse muito grande. Três dias seriam bons para fazer tudo com mais tempo embaixo do calor. Não deixe de levar muita água e lanche porque não dá para voltar para a cidade. Abre das 5:30 até o por do sol.
Tuk-tuk – US$ 15 pelo dia
Entrada – US$ 20 para um dia, 40 por três dias e 60 para sete dias. O passe de três dias não precisa ser usado em dias seguidos. Só a entrada já é uma recordação.

Entradas para Angkor Wat
Entradas para Angkor Wat

Andar pela cidade de dia, pelo mercado e a noite para ver a badalação.

Dicas
– se você tiver coragem vá para Angkor antes do nascer do sol que dizem é maravilhoso por lá
– combine todos os preços antes de entrar no tuk-tuk. Se for fazer dois ou três dias em Angkor, escolha um motorista bom porque você vai ficar com ele por três dias. Não dá para trocar porque ele saberá onde te levou no primeiro dia e assim por diante. Já combine o horário de começar, terminar e parar para o almoço.
– não deixe de ir até o Mercado Antigo, o Mercado Noturno e a Pub Street.
– a Pub Street é o lugar para comer e beber. A noite tem as barracas de comida com várias opções apetitosas. Durante o dia não tem. Conheça os restaurantes no almoço e as barracas a noite.
– se estiver calor leve litros de água para Angkor. Protetor solar, chapéu, roupa leve e comportada para entrar nos templos e leve lanche, frutas para aguentar o dia todo.
– evite ir durante Junho – Agosto por conta das chuvas das monções
– lembre-se que o sudeste asiático é endêmico para malária, dengue então muito repelente
– qualquer guia escrito ou mesmo o seu motorista pode te dizer quais são os templos mais importantes. Não deixe de ver Angkor Thom, Angkor Wat, Baphuon, Bayon, Preah Khan, Pre Rup, Ta Prohm, Terrace of the Elephants.
– caso você goste muito de história e arqueologia, planeje alguns dias para ver os templos que ficam fora da área principal do parque

Phnom Penh
É a parte triste do Camboja. É um turismo necessário para compreender o país e o mundo, mas é triste. Não é para os fracos. Killing Fields (Campos da Morte) e o Museu do Genocídio – pelos nomes dá para perceber que não é fácil não. Foi uma tristeza só. Passamos o dia todo com um nó na garganta e até agora quando eu lembro eu fico chocada. História: Em abril de 1975 as forças do Khmer Rouge (Khmer Vermelho) entram na capital de Phnom Penh e começa a fazer milhares de prisioneiros e obriga a população urbana a ir para fazendas coletivas no campo e destrói a indústria do país. Quem não morreu assassinado e perseguido pelo regime morreu de fome ou doença. Todo mundo que tinha algum estudo ou falava um idioma estrangeiro era acusado de inimigo do governo e levado para os campos de extermínio. Foram inúmeros campos, mas quando o regime foi derrotado o povo revoltado destruiu todos e só deixaram esse de ChoeungEk (perto da capital) como lembrança do que foi aquela época.
O governo comunista do Khmer Vermelho alegava como causa destas providências a necessidade de alimentar a população urbana e cria um programa de execuções em massa. Qualquer pessoa que tivesse um dia trabalhado para o governo anterior era assassinado juntamente com a família. O regime de PolPot exerceu o poder de vida e morte sobre toda a população, sem a menor contestação. Estima-se que foram 3 milhões de mortos entre 1975 e 1979. Foi o maior massacre proporcional à população de um país, ocorrido na história moderna da Ásia. E é isso tudo que a gente vislumbra em Phnom Penh.

Como chegamos
De ônibus, vindos de Siem Reap em uma viagem tranquila durante o dia. Saímos de manhã e chegamos logo depois do almoço.

Como saímos
De ônibus para Saigon no Vietnã. Pegamos o ônibus à tardinha e chegamos a noite em Saigon. Compramos a passagem no nosso hotel mesmo, mas não recomendamos porque tivemos problema na viagem. EmpresaKhai Nam. Ler Saigon. Pegaram-nos no hotel.
Pagamos U$ 9

Hotel
Phnom Penh GuestHouse
27 Street 130 Corner Nr 5 SangkatPhsarKandal I
015 838920
ericpiseydoc@gmail.com
Localização boa, foi possível andar para todos o lugares, ostuk-tuks ficam todos por ali, TV normal a cabo com canais em inglês, wi-fi no quarto, AC, banheiro com água quente, pequeno e molhado. Pessoal fala inglês. Fornecem toalhas. Apenas não compre as viagens no stand que fica em frente. Compramos e foi um problema grande.
US$ 16,50 por um quarto duplo com todo o acima.

Passeios
Killing Fields – Choeung Ek Genocidal Center – era um dos campos de extermínio e um dos poucos que ficou preservado. É aquele lugar que tem o memorial com os esqueletos dos mortos.
US$ 5 com áudio guia muito bom e imprescindível para entender o lugar
Tuk-tuk US$ 15 para três pessoas

S-21 Tuol Seng Genocide Museum
Era uma escola que foi transformada em prisão durante o regime do Khmer Vermelho e onde ficavam detidos, eram interrogados, torturados e mortos os inimigos do regime. Foi transformado em museu com fotografias, filmes, arquivos das confissões, equipamento de tortura. Em 1979, quando o regime caiu foram encontrados 14 corpos na prisão. É de uma tristeza sem fim e extremamente chocante. Milhares de fotos de todos que passaram por ali inclusive estrangeiros.
Pagamos US$ 3 pela entrada. O transporte foi o mesmo do Killing Fields.

Phsar Thmei – Mercado Central é lindo. A arquitetura do lugar é de influência francesa, tem uma cúpula de cair o queixo e foi restaurado e renovado em 2011 e tem uma quantidade tão grande de lojas que dá para passar o dia todo. Tem de tudo que se imaginar de joias, eletrônicos, computadores a comida.

Royal Palace – não entramos porque estávamos muito cansados de palácio. A Jill que foi disse que valeu a pena. Andamos ao redor para conhecer a cidade. Muito bonito.

Onde comer:
Fish&Co.
139-141 SisowathQuay
855 023-966-969
O restaurante é gracinha, bem decorado, muito espaço e bom AC. Pedimos o especial de almoço e o peixe com legumes e arroz foi servido em uma frigideira de aço inox. Muito fino. Acompanhava uma coca grande. Vista para o rio através da SisowathQuay. Como sempre, a equipe foi excelente e educada.
US$ 7 para os dois

Dicas
– não deixe de comprar uma máscara ou usar um lenço no caminho para os Killing Fields. A poeira é demasiada e fica difícil até respirar.
– como sempre em todo o sudeste asiático muita água e protetor solar
– meio período é suficiente para visitar o lugar. Use o outro meio dia para ir ver a S-21

Um comentário sobre “Informações práticas – Camboja

  1. Anônimo

    Hi you two! Hope you had a good Christmas and that you are enjoying being back home. Do you miss the open road? I am going to Argentina and Chile in October 2014.
    Jill xxx

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s