San Cristobal de Las Casas – uma versão melhorada de Monte Verde

Nós dois no passeio do Canon del Sumidero
Nós dois no passeio do Canon del Sumidero

Depois de 15 horas viajando chegamos em SCLC para descobrir que nosso albergue tinha melado. Estava lotado. Fiquei na praça com as mochilas e o Carlos foi procurar hotel. Achou voltou e nos acomodamos. Sair rápido para ir comer afinal a última refeição tinha sido um lanche de pão com atum, no ônibus às 21:00. Achamos um restaurante quase em frente com uma comida deliciosa (será? Pode ter sido a fome). Comemos e fomos conhecer a cidade. É muito fácil, cidade pequena cheia de ruas lindas e ruas só para pedestres, gente bonita e diferente e muitos turistas, muitos mais que em Oaxaca. A cidade fica na Terras Altas e o terreno é é quase todo montanhoso a 2.200 metros acima do nível do mar e isso deixa um friozinho delicioso. Dormimos de cobertor todas as noites.

Antes de chegar a SLCL também começamos a perceber que o México ia ser uma derrota em dois pontos: Couch Surfing e os hostels. Todas as cidades que passamos pedimos Couch. Pedimos 16, 6 negaram,e só fomos aceitos para dois. Todos os outros oito nem se deram ao trabalho de responder nosso pedido. Conversando com um casal de argentinos bem mais novos que nós descobrimos que tiveram o mesmo problema. O outro problema são os hostels. Era entrar no TripAdvisor (site em que o povo deixa comentários sobre o turismo) e ver em letras garrafais: bed bugs. Nossos temidos companheiros percevejos acho que estão dominando o mundo. Também descobrimos que não existe mexicano careca. Quando você ve um careca na rua é gringo. Deviam fazer um estudo com eles.
Passamos em SCLC só para ver o Cañon del Sumidero. Não esperávamos gostar tanto da cidade. Como todas as outras limpa, segura e cheia de gente simpática e agradável. Ficamos muito bem localizados na rua de pedestres, logo em frente a operadora de excursões e perto de uma infinidade de restaurantes e cafés. Encostado ao centro histórico. Ai experimentei água de horchata que é uma delícia. É um refresco feito de água de arroz com canela. Parece um doce de arroz para beber.

Depois de almojantar fomos procurar o passeio para o dia seguinte que era ir ao Cânion do Sumidero. Achamos, pagamos e dia seguinte acordar e ir. O Cañon del Sumidero é um desfiladeiro estreito e profundo rodeado por um parque nacional situado a norte da cidade de Chiapa de Corzo, em Chiapas. Esse cânion é da mesma época geológica do Grand Canyon, no estado americano do Arizona. O rio Grijalva, que ainda atravessa o cânion, é que causou a erosão da área. As paredes verticais chegam a atingir 1.000 metros durante os 13 kms. No final do passeio de barco e do rio existe uma represa chamada Chicoasen que gera energia para toda a região. O cânion e o parque ao seu redor são o segundo ponto turístico mais importante do estado. O rio também é um acumulador de poluição porque tem uma garganta estreita e quando vem as chuvas toda a poluição é levada e para lá. Atravessar essa poluição foi horrível. O barco se movia centímetros, se enroscava no lixo, os urubus passeando por cima do lixo e a gente morrendo de medo de ficar preso ou cair na água. Ainda assim o lugar é lindíssimo.

Depois do passeio de barco fomos conhecer a pequena cidade que “possui” o cânion: Chiapa del Corzo. É um povoado pequeno e meia hora é suficiente para conhecer tudo. Muitas lojinhas com artigos maias, uma igreja com monastério e lá encontrei Jacobo um mexicano vestido com nosso uniforme de futebol.

Chegamos cansados, felizes e famintos. Achamos um restaurante gracinha com jardim e fomos almoçar tarde. O resto do dia foi andar pela cidade. No dia seguinte fomos por nossa conta, de colectivo, a San Juan Chamula que é uma cidade pequena cuja população (quase 100%) fala Tzotzil. Chamula está localizado nas terras altas de Chiapas, a uma altitude de 2.200 metros e é habitada pelo povo Tzotzil Maya indígenas, cuja língua Tzotzil é uma das línguas maias. Fomos no domingo porque tem a feira da população e todos os produtores vem para cidade expor seus produtos que consiste em o milho, feijão, batata e repolho. O interessante é ver o povo indígena, as mulheres, as crianças e todos com roupa diferente. A cidade goza de um estatuto de autonomia exclusivo dentro do México. Nenhum policial ou militar no exterior é permitido na aldeia. Chamula tem sua própria força policial.

Fotografias na cidade também é uma questão muito delicada, pois os pais vão esconder seus filhos ou eles mesmos vão se afastar assim que detectar uma câmera. Eles expulsam você da cidade, se você tentar violar esta regra. Eu tentei, disfarcei e consegui algumas.

Acabado o passeio pelos cheiros, lugares e gente diferente voltamos para SCLC para almoçar, andarilhar pela cidade e nos preparar para dia seguinte, 5 da manhã, partir para Palenque. Cada vez mais surpresos e amando o México. Bonito, barato, seguro, gente gentil e hablamos la lengua.

Perrengue: Felicidade total, ônibus ADO de primeira classe, nosso primeiro na viagem, saímos de Pochutla às 20:00 para viajar a noite toda e chegar a SCLC às 7:00 da manhã. Ônibus bom, vazio, cada um de nós pegou dois bancos, se acomodou e dormiu. O Carlos dormiu até às 6 da manhã. Eu acordei às 3 da manhã quando o ônibus parou completamente. Depois de alguma tempo descobri o que tinha acontecido. Acidente grave na estrada. Ficamos parados quatro horas até que tirassem os acidentados, a viagem que seria de 9 horas durou 15, chegamos atrasado e perdemos o nosso hostel porque todos os outros mochileiros chegaram antes. Tivemos que ficar em um hotel e pagar mais além de perder o dia de passeio porque chegamos destruídos. Começamos a achar que o azar estava conosco.

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