Playa del Carmen – sul dos Estados Unidos

Pedalada com a anfitriã e encontro com os mochileiros ídolos
Pedalada com a anfitriã e encontro com os mochileiros ídolos

Meu costume é abrir o blog com a foto que eu creio seja mais significativa do lugar. Dessa vez foi difícil escolher uma então coloquei as duas. Nosso encontro fantástico em Tulum com os blogueiros do Ásia de Mochila e nossa anfitriã Alma do Couchsurfing.
Chegamos a PDC vindos de Valladolid e depois de ver aquela beleza de Chichen Itza. Foi uma viagem tranquila, tivemos a companhia de uma garotinha muito fofa que conversou comigo o tempo todo. Nunca vi criança tão comportada.

Nossa companheira de viagem
Nossa companheira de viagem

Chegamos com um calor enorme às quatro horas da tarde e, enquanto eu lia a Reader´s Digest em espanhol que eu ganhei em Mérida, o Carlos foi procurar o hotel. Li as duas revistas inteirinhas e nada de Carlos. Descobrimos que PDC era cara e de difícil negociação. O Carlos achou o hotel menos caro e que tinha uma pequena cozinha. Simpático, no centro, limpo e mais caro que todo o resto do México. Apesar do calor, do cansaço (PDC seria nosso ponto final da viagem pelo México) saímos para andar e ver a cidade e pegar os mapas. Nessa caminhada descobrimos que tínhamos saído do México e entrado nos Estados Unidos. Todos os preços em dólares, tudo mais caro, tudo feito para aquela turistada americana que crê que tudo é exótico e diferente e paga quanto é pedido sem nem pestanejar. A cidade é bonita, limpa, bem organizada, extremamente turística, restaurantes de comida internacional, muitos bares e boates, shoppings de primeiro mundo e o indefectível Mr. Frog (marca registrada da Riviera Maia).
Para mim PDC foi uma decepção porque nós passamos por tantos lugares típicos, bonitos e eu não esperava terminar a viagem no lugar menos mexicano do México. Nem o artesanato aqui é original. Joalherias às pencas, uma atrás da outra, mas nada artesanal ou muito típico. Apenas aquilo que os turistas adoram comprar e levar de volta para a América. Não me levem a mal a cidade é encantadora.
Primeiro dia foi passear pela cidade, conhecê-la e montar os planos para os outros dias. Fomos passear na rua mais badalada da cidade – a quinta avenida – cheia de lojas, restaurantes e shoppings. Tudo super chic. O assédio é enorme e aqui também tem as ofertas de massagens em cada esquina. Lembrou-nos da Tailândia.
Alguns homens fortes, vestidos de guerreiros maias ficam chamando as turistas para abraça-los, tirar uma foto e pagar alguns dólares. Alguns carregam animais silvestres com o mesmo intuito.

Ainda assim conseguimos tirar o que melhor havia na Península. Decidimos ficar em PDC porque ela é o ponto central de todos os lugares que nós planejamos conhecer: Cozumel, Cancun, Akumal, Tulum e cenotes e bem mais barato e fácil que Cancun. De PDC a todos esses lugares é apenas um ônibus ou um barco, meia hora e pronto.
No segundo dia fomos para Cozumel. Na volta da ilha fomos surpreendidos com esse espetáculo a beira mar.

No terceiro dia fomos para Tulum ver as ruinas à beira mar. Na volta almoçamos no Guacamole Grill onde comemos nosso primeiro Poc Chuc que calha de ser uma carne de porco marinada deliciosa coberta com cebolas. Nessas alturas nós já estávamos fã da culinária mexicana e experimentando de tudo antes de ir embora. Também fomos tirar foto do Coco Loco uma das mais famosas baladas de Playa. Andamos por um condomínio perto da praia chamado Playacar. É um residencial para turistas com hotéis, campos de golfe e até um aviário. É um lugar bom para andar.

E no quarto dia nos mudamos para a casa da Alma. Calor escaldante, ônibus sem ar condicionado, lugar novo e para nós desconhecido e lá fomos nós suando em bicas e explicando ao motorista onde queríamos descer. Todos ajudam no ônibus lotado. Nossa anfitriã mora em um condomínio espalhado e bem agradável. Logo na entrada tem restaurante, loja de conveniência e até lavanderia. Foi fácil. Chegamos, fomos recebidos por Alma e suas duas cachorras e nos instalamos e saímos para conhecer o que carinhosamente apelidamos de “quintal da Alma”. E que sorte tem essa mulher para ter um quintal desses.

Fomos muitíssimo bem recebidos por ela. Ela nos abraçou como amigos antigos e nos apresentou seus próprios amigos muito divertidos e alegres e nos proporcionou conhecer e fazer coisas que não faríamos sozinhos. Na primeira noite nos convidou para ir a um restaurante sui generis em Playa chamado Le Lotus de uma senhora artista que decorou o casarão / restaurante com obras de arte.

E dali fomos conhecer a rua mais cheia de gente, bebida, música e baladas, na língua local chamados de antros de Playa. A Calle 12, vizinha ao hotel onde ficamos duas noites e nem cogitamos ir é o ponto da cidade. Ali se reúnem todos os festeiros, turistas ou não para beber e dançar noite adentro. Foi uma experiência única. Como Gigi, Alma e Alejandro têm muitos amigos e não foram mesquinhos, entramos todos gratuitamente na balada. E lá ficamos até às quatro da manhã.

Sábado pela manhã fomos novamente caminhar na praia e descansar porque a tarde um grupo da cidade chamado de Playa Bicicletero estava promovendo uma pedalada do centro da cidade até Xcaret (17 km ida e volta) para chamar atenção dos governantes para o pessoal que quer andar tranquilamente de bike. Xcaret é um parque temático muito popular entre os turistas. Não entramos, apenas chegamos até lá. Fomos muito bem recebidos, nos emprestaram bicicleta, durante todo o trajeto tivemos batedores e nos divertimos muito com as expressões:

– poste de frente
– bici de frente
– peaton de frente
Que querem dizer que tem algo para prestar atenção. O sotaque é que era legal.

Domingo fomos para Akumal ver as tartarugas, segunda conhecer Cancun, terça ver os cenotes e quinta fomos para os Estados Unidos.
O melhor de tudo em PDC foi ter conseguido um couch com uma anfitriã ótima. Alma mora a 30 minutos do centro de PDC. Como todo o transporte no México é fácil e barato e o condomínio fica perto da rodovia não tivemos nenhum problema para ir para todos os lugares. Durante dois dias da nossa estadia ela também recebeu um casal polonês muito tranquilo e simpático que adorava pão. Eles acordavam pela manhã, faziam coisa de uns 10 sanduíches e se mandavam. Voltavam depois de nós.
Depois de aproveitar toda a Riviera, partimos para os Estados Unidos. O México foi uma surpresa boa, gente boa, comida deliciosa, paisagens lindas. Deixou saudades.

Pelo tempo que ficamos na casa da Alma sempre escrevemos em uma lousa branca onde estávamos, se íamos voltar, etc. Quando fomos para os EUA, deixei esse recado:

Lousa de despedida
Lousa de despedida

Que ela postou no facebook com o seguinte comentário: Me encanto su último mensaje gracias Vania Teixeira. Que nos emocionou.

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