Tulum – o espetáculo (location, location, location)

Isso é Tulum: ruínas cercadas por esse Mar do Caribe lindíssimo. Atrás de nós o Templo do Senhor dos Ventos
Isso é Tulum: ruínas cercadas por esse Mar do Caribe lindíssimo. Atrás de nós o Templo do Senhor dos Ventos

Espetacularmente localizada num penhasco que dá vista para as cristalinas águas do Mar do Caribe, de cor turquesa, Tulum foi uma comunidade Maia que começou no ano 1200 AD e durou até a chegada dos espanhóis. Creio que é o terceiro lugar turístico mais visitado do México (perde para Teotihuacan e Chichen Itzá) e a nossa última ruina da viagem.
Essa foi a nossa escolha para o nosso quinto dia em Playa del Carmen. Foi fácil chegar, caminhamos até o centro da cidade e pegamos uma van de linha, barata, que nos deixou na entrada das ruínas. Na van encontramos um grupo daqueles que só se formam em viagens de mochileiros: uma brasileira, dois argentinos, todos falando uma mistura de português e espanhol. Esqueci o nome deles, mas me lembro que a garota ia comemorar o aniversário mergulhando em Cozumel no dia seguinte (poderia ser melhor?). A viagem ficou mais agradável conversando com eles.
Um dia de sol lindo para ver o mar e ir à praia, mas horrível para andar nas ruínas. Calor de deixar americano vermelho e brasileiro suando em bicas. Ainda bem que depois ia ter praia e mar. Coitado do Carlos que como sempre, carregava a mochila com água, nossos famosos sanduíches de pão com queijo e mais passaporte, toalha e canga, snorkel, etc. E que também foi perseguido por um dos habitantes do lugar: um iguana.
Antes de qualquer coisa minha homenagem aos antigos e inúmeros habitantes de Tulum que passeiam por todos os lugares, assustam alguns visitantes e, no entanto, na maioria das vezes são um divertimento e alvo de inúmeras fotos. Posso até dizer que eles são uns fofos.

Tulum fica num penhasco, voltado para o sol e é a única ruina Maia estabelecida nas praias do Caribe. Todo mundo que chega e vê solta um OHHHHH. O que nós gostamos muito em Tulum, além da vista, foram as informações. Creio que foi um dos lugares com mais informação turística sobre a história Maia e as ruínas. Quando você entra no local por um dos cinco portões já se depara com uma bonita introdução da cultura e história dos Maias. O INAH que cuida de todos os locais históricos caprichou aqui.
Agora um pouco de conhecimento antes da belezura das fotos. Na língua Iucatã moderna, Tulum quer dizer lugar fechado porque ele é cercado por muros grossos e altos com cinco portões de entrada. Dizem que o nome original era Zama que quer dizer Amanhecer e se explicaria pelo alinhamento dos edifícios com o sol. Mais bonito e mais poético, mas não ficou. O Deus do local é o Deus Descendente que está sempre representado de ponta cabeça nos portais dos edifícios. Por essa época não tínhamos a câmera com zoom então “no photos” de perto.
A fama vem pela importância e pela localização. O local é esparramado e tranquilo porque tem apenas três estruturas de interesse: El Castillo, o Templo dos Afrescos e o Templo do Deus Descendente. O Templo dos Afrescos era usado para observar o movimento do sol e tem figuras do Deus Descendente e de Venus. As figuras estão bem preservadas e existem até murais mas nem tudo os turistas podem ver.

Na praia de areias brancas abaixo do El Castillo, aonde os maias chegaram às praias ficamos nós relaxando depois de tanta história e ruinas. E de tanto calor. Que lugar divino.

Tomando banho de sol, mergulhando no mar lindo e surpresa, surpresa encontrando nossos ídolos da viagem anterior. Explicando: quando fizemos a volta ao mundo seguimos o blog de um casal que foi antes de nós, escreve muito bem e forneceu todas as dicas que faltavam para nossa viagem. Usamos tanto o blog que chegamos a ficar íntimos dos donos (tudo no mundo teórico). Às vezes eu até me incomodava com o Carlos falando na Nã o tempo todo. Porque a Nã fez isso, a Nã fez aquilo.
Sentados embaixo da única sombra da praia que era a guarita dos salvavidas começamos a conversar com outro casal de brasileiros e quando um chamou o outro pelo nome soubemos que estávamos frente a frente com os ídolos. Levantei, abracei a Nã (que deve ter acreditado que eu era doida) e agradeci imensamente por toda a ajuda. Foi o final de um dia tudo de bom.

Nã, Romulo e nós
Nã, Romulo e nós

Voltamos para Playa, ainda passeamos pela cidade e ai fomos para a casa da Alma tomar banho, comer e descansar. Mais um dia no paraiso

Um comentário sobre “Tulum – o espetáculo (location, location, location)

  1. Haha, linda! A admiração é recíproca! (recíproca = que palavra feia! rs). Muito grata pelo Universo nos ter colocado naquela praia naquele momento, foi uma tarde incrível na companhia de vocês!
    Bjinhos!!!

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