Death Valley – o Vale da Morte

Carlos na sua pose favorita, dono do Zabriskie Point
Carlos na sua pose favorita, dono do Zabriskie Point

Saimos de Kanab, paramos em Las Vegas mais uma vez e de Vegas saímos com destino a Yosemite, mas com parada no Vale da Morte. A estrada mais rápida estava fechada por ser inverno e ter neve e tivemos que pegar caminhos muito mais longos. Isso nos obrigou a parar depois do VM para dormir em Ridgecrest e de lá sair para o Yosemite.
Death Valley é um vale do deserto situado na Califórnia oriental. Localizado perto da fronteira da Califórnia e Nevada, na Grande Bacia, a leste das montanhas de Sierra Nevada, Death Valley constitui grande parte do Parque Nacional de Death Valley. É a menor, mais seca e mais quente área na América do Norte. A Bacia do Vale da Morte é o ponto de menor altitude na América do Norte, a 279 pés (85 m) abaixo do nível do mar. Death Valley Furnace Creek detém o recorde de maior temperatura do ar registrada de forma confiável no mundo: 56,7 ° C em 10 de julho de 1913. Furnace quer dizer fornalha.
Depois de ver tantas belezas fica difícil continuar dizendo que é uma visão única. Uma coisa é clara, ninguém pode chamar o VM de comum. O calor também era único. Apesar de ser quase inverno. E a turistada é pouca. Costuma atrair gente mais livre e mais louca. Porque não oferece abrigo para turistas que creem que algumas coisas são indispensáveis. Afinal o parque é composto de 96% de deserto e é um lugar fácil para se perder. E também tem fama de ser lugar para aventureiros.
Três categorias de pessoas: 1) aqueles que nunca iriam considerar uma visita, 2) aqueles que vão visitar as principais atrações pelo menos uma vez e no luxo, e 3) aqueles que vão visitar várias vezes todos os lugares que são considerados inacessíveis pelas multidões. Nós, inegavelmente, ficamos no grupo dois. Mas o pobre do carro sofreu.
O parque é o segundo maior parque national dos EUA, recebe um milhão de pessoas por ano e era chamado pelos indígenas, primeiros habitantes, de Vale da Vida. Vai entender.

Outro fator que certamente é responsável pela visita de muitas pessoas é o próprio nome do lugar: Death Valley – Vale da Morte. Parece que isso desafia nossos desejos estranhos de conquistar a adversidade natural. É o desafio de explorar esta extensão incomum de terra e voltar para casa vivo e poder contar para todos todas as aventuras. Além do que a ideia de visitar o ponto mais baixo, mais quente e mais seco dos EUA tem seus encantos.

Zabriskie Point, uma área que oferece um contraste único entre a paisagem do canion e a Bacia Badwater que fica abaixo. É uma caminhada curta até o ponto para observá-lo, mas como em todo parque faz a gente se sentir aventureiro em procurar o melhor lugar para fotografar.

Chegando ao parque você já percebe a magnitude do lugar, o sentido da palavra deserto (pouca gente e muito calor), a amplidão (rodamos tanto e não conseguimos nem arranhar a superfície) e a dificuldade que devem ter tido os primeiros a chegar.

No passado, milhões de anos atrás, mares cobriam essa área e por isso até hoje se acham fosseis no local. Depois de ser um mar foi um grande lago durante a Idade do Gelo. Dá para imaginar vendo o que está no presente.

Uma das melhores trilhas no VM é a Golden Canyon – Canion Dourado que é uma caminhada curta. Creio que são menos de quatro quilômetros ida e volta onde você consegue ver os cânions que ficam dourados ou avermelhados conforme o sol. Além do que aqui foi filmado Guerra nas Estrelas. E dessa trilha você pode pegar a trilha da Ponte Natural que é uma ponte enorme escavada na rocha pela natureza.

Seja qual for o motivo da vinda para Death Valley National Park, com certeza será uma experiência memorável, se é sua primeira vez ou a sua XX. É algo que você vai entender só se olhar de perto.
Depois do calor, das caminhadas e de tanto tempo dirigindo, quatro horas só de rodovia, paramos em Ridgecrest uma pequena cidade entre Las Vegas e o caminho para Yosemite. Encontramos um hotel, fizemos nossas compras no Wallmart, graças ao micro-ondas conseguimos jantar e puff – apagamos. Dia seguinte partir cedinho para Yosemite.

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